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Mercados agrícolas abrem em alta com apoio do clima e da demanda internacional

16/07/2026

Os principais mercados agrícolas iniciaram esta quinta-feira (16) em alta na Bolsa de Chicago, impulsionados por fatores como preocupações climáticas, oferta mais restrita e demanda aquecida. Trigo e soja lideram os ganhos, enquanto o milho segue atento às condições das lavouras nos Estados Unidos.

O trigo registrou o segundo pregão consecutivo de valorização. O contrato para setembro de 2026 foi negociado a US$ 6,84 por bushel, refletindo as expectativas de uma safra menor nos Estados Unidos e as dificuldades logísticas enfrentadas na região do Mar Negro.

As restrições nas exportações russas pelo Estreito de Kerch, somadas aos ataques próximos aos portos de Odessa, podem direcionar parte da demanda mundial para outros países exportadores. Na França, a produção também deve recuar, com estimativa de 32 milhões de toneladas, abaixo das 33,4 milhões colhidas em 2025, devido aos efeitos da seca e das altas temperaturas.

No mercado brasileiro, o trigo apresentou preços de referência de R$ 1.392,65 por tonelada no Paraná e R$ 1.312,38 no Rio Grande do Sul.

Soja segue sustentada

A soja também mantém um cenário positivo, favorecida pelas compras da China e pelo forte ritmo de processamento da oleaginosa nos Estados Unidos. Outro fator que reforçou o mercado foi a redução dos estoques de óleo de soja apontada pelo relatório da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (NOPA).

Em Chicago, o contrato para agosto de 2026 era negociado a US$ 12,05 por bushel. No mercado interno, as cotações chegaram a R$ 133,14 no interior do Paraná e R$ 139,99 em Paranaguá.

Milho acompanha condições climáticas

No mercado do milho, o foco permanece nas condições climáticas do Corn Belt, principal região produtora dos Estados Unidos. As lavouras atravessam a fase de floração, considerada decisiva para o potencial produtivo, e a previsão de chuvas irregulares mantém os investidores atentos.

Além do clima, um cenário global de oferta mais ajustada amplia a sensibilidade do mercado a possíveis perdas na produção. Na França, a área destinada ao cultivo de milho apresentou redução de 19% em comparação com o ano anterior.

Na B3, os contratos futuros operavam em alta, enquanto o mercado físico registrava preço de R$ 64,77.

Segundo analistas, trigo e soja continuam encontrando suporte na combinação entre oferta limitada, demanda consistente e fatores climáticos, que seguem influenciando a formação dos preços no mercado internacional.

Fonte: Agrolink

Redação Agrolince