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19/08/2026

PEPTÍDEOS AVANÇAM NO CONTROLE DA SALMONELLA E PODEM REFORÇAR A SEGURANÇA DOS ALIMENTOS

Uma nova tecnologia brasileira baseada em peptídeos antimicrobianos apresentou resultados promissores em testes laboratoriais contra a Salmonella, bactéria associada a doenças transmitidas por alimentos. Desenvolvida pela HYH Biotechnology, a plataforma demonstrou início de controle dos microrganismos em aproximadamente duas horas e capacidade de impedir a formação de novas colônias por mais de quatro dias. Os testes também apontaram cerca de 95% de degradação de biofilmes, estruturas formadas por microrganismos que permanecem aderidas a superfícies e equipamentos. O resultado chama atenção porque os biofilmes podem dificultar os processos tradicionais de higienização e aumentar o risco de contaminação em ambientes de produção de alimentos. Além da Salmonella, os peptídeos foram desenvolvidos para atuar contra outros microrganismos de interesse da indústria, como Escherichia coli e Listeria monocytogenes, além de determinadas bactérias e fungos. A tecnologia foi desenvolvida após aproximadamente quatro anos de pesquisas envolvendo bioinformática, modelagem computacional, engenharia de peptídeos e validações experimentais. A proposta é criar soluções específicas para diferentes necessidades da indústria, em vez de depender de uma única molécula antimicrobiana. Segundo a empresa, futuras aplicações poderão envolver frigoríficos, incubatórios, aviários, unidades de processamento de ovos, laticínios e outros segmentos da indústria alimentícia. A expectativa é que a tecnologia possa complementar os procedimentos de higienização, reduzir riscos de contaminação cruzada e contribuir para diminuir perdas provocadas por problemas microbiológicos. Apesar dos resultados iniciais, a aplicação comercial ainda depende de novas etapas de validação. A plataforma é protegida por patente e poderá dar origem a diferentes produtos voltados à biossegurança na cadeia de alimentos. Fonte: Agrolink Agro LINCE

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19/08/2026

MENOS ARROZ DISPONÍVEL NO MERCADO ELEVA AS COTAÇÕES NO RIO GRANDE DO SUL

A menor disponibilidade de arroz no mercado gaúcho tem dado sustentação aos preços nas últimas semanas. Segundo o Cepea, a necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias, somada às dificuldades de carregamento provocadas pelas chuvas, tem deixado o mercado mais firme. Ao mesmo tempo, muitos produtores seguem retraídos nas vendas, apostando em uma possível valorização maior do cereal. Com isso, a diferença entre os preços oferecidos pelos compradores e os valores desejados pelos vendedores diminuiu, mas a liquidez continua limitada. ## INDÚSTRIAS ENCONTRAM DIFICULDADE PARA COMPRAR A necessidade de matéria-prima aumentou entre algumas indústrias. Em determinados casos, empresas chegaram a elevar as ofertas de compra e até suspender temporariamente as vendas de arroz beneficiado por não conseguirem adquirir quantidade suficiente de cereal. As chuvas também dificultaram o carregamento em algumas regiões produtoras. Por esse motivo, os compradores passaram a dar preferência aos lotes que já estão armazenados nas unidades de beneficiamento. ## PREÇO DA SACA SOBE O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul, considerando 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou o dia 13 de agosto em R$ 75,10 por saca. O valor representa: • Alta de 3,98% em relação à semana anterior; • Valorização de 22,63% em comparação com o mesmo período de julho; • Alta de 7,30% frente ao mesmo período de 2025. Segundo a análise de Safras & Mercado, a resistência dos produtores em vender e os estoques remanescentes mais limitados fazem com que a disponibilidade física passe a exercer maior influência sobre os preços. ## EXPORTAÇÕES DO RS CRESCEM NO ANO Apesar da redução registrada em julho, as exportações gaúchas de arroz acumulam crescimento no ano. Entre janeiro e julho, os embarques passaram de US$ 241 milhões em 2025 para US$ 288 milhões em 2026, crescimento de 19% em valor. Em volume, houve avanço de 627 mil para 985 mil toneladas, aumento de 57%. Em julho, porém, os embarques recuaram 44,1% em valor e 41% em volume na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A queda ocorreu principalmente porque alguns destinos importantes não repetiram os volumes registrados em julho de 2025. Na Venezuela, por exemplo, as compras gaúchas caíram de aproximadamente 57,6 mil para 25 mil toneladas. Também houve redução ou ausência de embarques relevantes para países como Nicarágua, Gâmbia e Serra Leoa. Por outro lado, Panamá e Senegal ampliaram as compras. ## MERCADO SEGUE ATENTO À OFERTA O cenário atual mostra um mercado de arroz mais sustentado pela menor disponibilidade física, pela necessidade de recomposição dos estoques industriais e pelas dificuldades logísticas provocadas pelas chuvas. Com produtores mais cautelosos nas vendas e compradores precisando garantir matéria-prima, a tendência é de que as condições de oferta continuem sendo um dos principais fatores de influência sobre as cotações no curto prazo. Fonte: Correio do Povo / Cepea / Safras & Mercado / Farsul. Redação: Agro LINCE.

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17/08/2026

SOLO BEM ESTRUTURADO FAVORECE RAÍZES E AUMENTA A LONGEVIDADE DO CANAVIAL

A qualidade física do solo tem papel fundamental no desenvolvimento da cana-de-açúcar e na produtividade ao longo dos cortes. A passagem frequente de máquinas pesadas pode provocar compactação, reduzindo a circulação de ar e água e dificultando o crescimento das raízes. O problema pode se tornar ainda mais evidente nas fases finais do ciclo, quando a planta precisa de um sistema radicular ativo para buscar água e nutrientes em diferentes profundidades e sustentar o acúmulo de sacarose. COMPACTAÇÃO LIMITA O DESENVOLVIMENTO DAS RAÍZES Quando o solo apresenta uma camada compactada, as raízes encontram maior resistência para avançar. Em situações mais severas, elas podem ficar concentradas nas camadas superficiais, diminuindo o acesso à água armazenada em profundidade. Esse cenário aumenta a vulnerabilidade da cultura durante períodos de estiagem e pode resultar em redução do tamanho dos colmos, falhas de soqueira e perda de produtividade. A compactação está diretamente relacionada ao tráfego de máquinas, mas não depende apenas da quantidade de passagens. O peso dos equipamentos e, principalmente, a umidade do solo durante as operações também influenciam a intensidade do problema. Por isso, operações pesadas devem ser evitadas logo após períodos de chuvas intensas, quando o solo está mais suscetível à deformação. DIAGNÓSTICO DEVE VIR ANTES DA CORREÇÃO Antes de utilizar equipamentos para romper camadas compactadas, é importante identificar onde o problema está localizado. Penetrômetros podem ajudar a avaliar a resistência do solo à penetração, enquanto análises de densidade fornecem informações sobre suas condições físicas. A abertura de trincheiras também permite observar diretamente o crescimento das raízes e identificar camadas adensadas, conhecidas em alguns casos como "pé de grade" ou "pé de arado". Esse diagnóstico é importante porque a profundidade da compactação determina a estratégia de manejo e a regulagem dos equipamentos. TRÁFEGO CONTROLADO AJUDA A PREVENIR Uma das principais estratégias é o tráfego controlado, concentrando a circulação das máquinas em faixas permanentes e reduzindo a passagem aleatória entre as linhas de plantio. Para isso, é necessário considerar a largura dos equipamentos, o espaçamento utilizado no canavial e as rotas dos veículos de transbordo. O uso de pneus mais largos e, quando tecnicamente possível, com menor pressão, também pode contribuir para distribuir melhor a carga. O peso transportado e a carga por eixo devem ser controlados, pois influenciam o risco de compactação em maiores profundidades. PALHADA E PLANTAS DE COBERTURA CONTRIBUEM A manutenção da palhada da cana colhida ajuda a conservar matéria orgânica, favorecer a atividade biológica e melhorar a estabilidade dos agregados do solo. Durante a reforma do canavial, plantas de cobertura também podem ser utilizadas. Espécies com raízes capazes de explorar camadas mais profundas ajudam no processo conhecido como biodescompactação. Após a decomposição dessas raízes, permanecem canais no perfil do solo, além da incorporação de matéria orgânica. E QUANDO A COMPACTAÇÃO JÁ EXISTE? Quando o problema está estabelecido, principalmente em camadas mais profundas, pode ser necessário avaliar uma intervenção mecânica durante a reforma do canavial. Subsoladores e escarificadores podem ser utilizados para romper camadas adensadas, mas a operação deve ser baseada no diagnóstico da área. A profundidade das hastes precisa corresponder à camada compactada e a umidade do solo deve estar adequada para que ocorra o fraturamento, evitando uma operação ineficiente. Outro ponto importante é que não adianta descompactar o solo e manter o mesmo padrão de tráfego. Sem mudanças na circulação das máquinas, o solo pode voltar a se compactar. FERTILIDADE TAMBÉM FAZ PARTE DO MANEJO A condição química do solo também interfere no desenvolvimento das raízes. Quando indicadas por análise, práticas como calagem e gessagem podem melhorar o ambiente químico em profundidade e favorecer a exploração do perfil pelas raízes. Com maior volume de solo explorado, a planta pode aproveitar melhor água e nutrientes, contribuindo para o desenvolvimento e a produtividade do canavial. Em áreas irrigadas, a estrutura do solo também merece atenção, pois camadas compactadas podem dificultar a infiltração da água, favorecer encharcamentos e limitar o aproveitamento do sistema radicular. CUIDAR DO SOLO É CUIDAR DA LONGEVIDADE DO CANAVIAL Os efeitos da compactação podem se acumular ao longo dos cortes. Soqueiras submetidas a condições físicas desfavoráveis podem apresentar menor capacidade de rebrota, aumentando o risco de redução da produtividade e até de reforma antecipada do canavial. Por isso, o acompanhamento das condições físicas do solo deve fazer parte do planejamento anual da propriedade. Evitar tráfego pesado em condições inadequadas de umidade, controlar a carga das máquinas, preservar a palhada, utilizar plantas de cobertura e identificar precocemente as camadas compactadas são medidas que ajudam a preservar o solo e o potencial produtivo da lavoura. Na prática, o cuidado com a estrutura do solo precisa começar antes que os problemas apareçam na produtividade. Um solo bem manejado permite que as raízes explorem um volume maior do perfil e contribui para uma cana mais resistente e para maior longevidade do canavial. Fonte: AgroLink. Redação: Agro LINCE.

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06/08/2026 - EVITE FALHAS NO PLANTIO: ADUBAÇÃO CORRETA É FUNDAMENTAL PARA O SUCESSO DO FEIJÃO

A adubação realizada no momento do plantio é uma das etapas mais importantes para garantir o bom desenvolvimento da lavoura de feijão. Quando feita de forma adequada, ela favorece a emergência das plantas, fortalece o sistema radicular e contribui para uma maior produtividade ao longo do ciclo. Especialistas destacam que a definição da quantidade de fertilizantes deve ser baseada em uma análise atualizada do solo, permitindo identificar as necessidades nutricionais de cada área e evitar tanto a deficiência quanto o excesso de nutrientes. FÓSFORO É ESSENCIAL NO INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO Entre os principais nutrientes utilizados na adubação de base, o fósforo é considerado indispensável para o desenvolvimento inicial do feijoeiro. Ele estimula a formação das raízes, favorece o florescimento e contribui para o melhor aproveitamento dos nutrientes ao longo do ciclo da cultura. O potássio também desempenha papel importante, auxiliando na resistência das plantas aos estresses climáticos e no equilíbrio hídrico. Já o nitrogênio pode ser utilizado em menores quantidades no plantio, sendo comum complementar sua aplicação durante o desenvolvimento da lavoura. Além dos macronutrientes, micronutrientes como zinco, molibdênio e boro podem ser necessários, principalmente em áreas com solos arenosos ou que apresentam histórico de deficiência. POSICIONAMENTO DO ADUBO FAZ DIFERENÇA Outro fator determinante é a forma como o fertilizante é aplicado. O recomendado é que o adubo seja depositado abaixo e ao lado da semente, evitando o contato direto. Quando o fertilizante fica muito próximo da semente, principalmente em doses elevadas de nitrogênio e potássio, pode ocorrer a chamada "queima", comprometendo a germinação e reduzindo a população de plantas na lavoura. ANÁLISE DO SOLO É A MELHOR FERRAMENTA Antes do plantio, a realização da análise química do solo permite definir a necessidade de calagem, gessagem e adubação, tornando o manejo mais eficiente e reduzindo desperdícios. Essa prática também ajuda o produtor a corrigir possíveis deficiências nutricionais e a melhorar o aproveitamento dos fertilizantes aplicados. REGULAGEM DOS EQUIPAMENTOS TAMBÉM É IMPORTANTE Além da escolha dos fertilizantes, a regulagem da plantadeira influencia diretamente nos resultados. Uma distribuição uniforme do adubo ao longo do sulco garante maior eficiência na nutrição das plantas e reduz falhas no estabelecimento da lavoura. Após a emergência, é importante acompanhar o desenvolvimento das plantas, observando o vigor, a uniformidade do estande e possíveis sintomas de deficiência nutricional. Esse monitoramento permite realizar ajustes no manejo e aprimorar os resultados nas próximas safras. Fonte: AgroLink. Redação: Agro LINCE.

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