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31/03/2026

Safra começa com menos pinhão no RS

A temporada do pinhão tem início nesta quarta-feira (1º/04) no Rio Grande do Sul, conforme Lei Estadual (Nº 15.915, de 22/12/22), que autoriza a colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente a partir desta data. Na Serra, principal produtora, a Emater/RS-Ascar projeta uma safra menor do que a do ano passado, e um preço um pouco superior. Produto ligado à cultura e tradição da região, o pinhão tem um papel importante na composição da renda ou até mesmo no sustento das famílias que se dedicam ao seu extrativismo. A engenheira florestal da Emater/RS-Ascar Regional de Caxias do Sul, Adelaide Juvena Kegler Ramos, explica que a lei visa assegurar a proteção da Araucária e da fauna associada, e conciliar a geração de renda das famílias envolvidas na cadeia produtiva do pinhão. Por ser uma espécie ameaçada de extinção, também é vedado o corte de Araucária nativa, que produz pinhas, durante os meses de abril, maio e junho. A Serra Gaúcha, a região das Hortênsias e especialmente os Campos de Cima da Serra se caracterizam como os maiores produtores de pinhão do Estado. Na safra 2025, foram colhidas em torno de 600 toneladas de pinhão. A previsão para este ano, porém, é de que a haja uma redução na colheita na maioria dos municípios da região. "As estimativas, baseadas nos estudos realizados pelos extensionistas em campo, com os extrativistas e entidades relacionadas à atividade, apresentam variações significativas entre os municípios. Portanto, é essencial aferir a informação com o avanço na colheita", esclarece Adelaide. A expectativa é de uma diminuição na colheita, em percentuais que variam de 12,5% a 60%. Em contrapartida, em alguns municípios, como Caxias do Sul, prevê-se a manutenção dos índices da colheita anterior e, em Canela, um crescimento na produção de até 100% em relação à safra anterior. "A redução na safra se deve principalmente às condições climáticas durante o período de reprodução e crescimento do pinhão: secas recorrentes nos últimos anos e chuvas abundantes no final do inverno e início da primavera, juntamente com a alternância de produção, que é uma característica da espécie. As oscilações de produção da Araucária angustifólia são cíclicas. Como planta nativa, a espécie apresenta variações de produtividade, em média, a cada três anos", afirma a engenheira florestal. Diferenças entre os municípios Normalmente, em anos de colheitas regulares, um dos maiores produtores é São Francisco de Paula, com uma produção anual estimada em 120 toneladas em safra normal. Para este ano, a produção prevista é de cerca de 40 toneladas, ou seja, uma redução de mais de 60% em relação à safra anterior. O município conta com cerca de 160 famílias da agricultura familiar envolvidas na atividade de coleta e extração do pinhão. Já Muitos Capões e Jaquirana, municípios com 70 e 160 famílias envolvidas na atividade, respectivamente, estimam ambos produção de 120 t, o que representa uma redução de 20% em relação à última safra. Cambará do Sul, com cem famílias envolvidas na atividade, apresenta uma estimativa aproximada de produção de 36 toneladas, 40% inferior à safra do ano passado; Bom Jesus, com previsão de colheita de aproximadas 35 t, envolvendo 120 famílias, prevê uma redução na produção de cerca de 30%; já São José dos Ausentes, com uma produção estimada de 30 t e 90 famílias envolvidas, estima uma diminuição de 50% na produção. Em Monte Alegre dos Campos, Pinhal da Serra, Esmeralda e Vacaria, a atividade também é significativa. O pinhão tem destaque ainda nos municípios de Gramado, Canela e Nova Petrópolis, onde faz parte da cadeia do turismo. Devido à natureza predominantemente informal da atividade, não é possível estimar com precisão o número de famílias envolvidas e a quantidade produzida. Desenvolvimento e estado fitossanitário Na região da Serra, as variedades mais precoces estão em fase de maturação e debulha, e as mais tardias em desenvolvimento da semente. As pinhas e os pinhões apresentam boa qualidade e sanidade e pinhões e pinhas com tamanhos reduzidos comparativamente ao normal, em função da ocorrência de estiagens prolongadas. Toda a colheita é manual e a cadeia produtiva apresenta poucas iniciativas de beneficiamento, industrialização e armazenamento, concentrando-se a comercialização no período que vai de abril a junho, podendo estender-se até agosto em regiões com variedades tardias. Pinhão em outras regiões Na região de Passo Fundo, a safra está iniciando com normalidade de produção, com pinhas e pinhões bem formados. A colheita estimada a partir desta quarta-feira (01/04) é de 130 toneladas. Os municípios que se destacam na produção de pinhão são Barracão, Caseiros, Capão Bonito do Sul, Mato Castelhano, Água Santa e Lagoa Vermelha. Em maio, Barracão realizará a 12ª Festa do Pinhão e 13ª Expofeira (29 a 31/05), no espaço de eventos, ao lado do Ginásio Municipal de Exportes Arlindo Gradin. Os eventos integram a programação alusiva aos 62 anos de emancipação político-administrativa do município. Na região de Soledade, já tem pinhão maduro para ser comercializado na semana da Páscoa, quando inicia o período legal de colheita. Cerca de 140 famílias produtoras esperam colher, nesta safra cem toneladas de pinhão. Para o extensionista e engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Vivairo Zago, o pinhão remete ao clima frio para ter consumo. "O frio é um estímulo para consumirmos pinhão", diz. Nesse período inicial da safra, o preço do quilo do pinhão para o produtor é de R$ 6,00 a R$ 8,00. Já para o consumidor, os preços variam de R$ 12,00 a R$ 15,00 o quilo. Segundo Zago, a safra deste ano na região está muito variada e "deverá ser como a do ano passado, nem com excesso de produção, nem com alta ou baixa produtividade, mas uma safra normal". No caso do município de Fontoura Xavier, principal produtor de pinhão na região, Zago destaca a tradicional comercialização nas tendas da BR 386, tanto "in natura" como cozido, como forma de agregar valor. "Esse tipo comercialização tem grande importância socioeconômica para o município, que projeta uma produção de 50 toneladas de pinhão, colhidas por 70 famílias", cita. Já em Passa Sete, segundo maior produtor da região, estão previstas 12 toneladas por pinhão, por 20 famílias produtoras. Os demais municípios na região são Boqueirão do Leão, Gramado Xavier, São José do Herval, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Herveiras e Barros Cassal, com 45 produtores e previsão de 35 toneladas. "Muitos produtores só fazem coleta, já outros são produtores realmente, que têm áreas de produção, mas a grande maioria faz só coleta. São famílias que têm outras atividades ao longo do ano e aproveitam essa ocasião para ganhar um dinheiro extra com a venda do pinhão", analisa Zago. A safra vai até final de julho e início de agosto, conforme as linhagens e variedades de araucárias, das mais precoces às tardias, como a espécie conhecida na região como "macaco". Comercialização e precificação As estimativas de preços variam conforme o município e a modalidade de comercialização, feita praticamente toda de forma informal e "in natura". Na Serra, o valor parte de R$ 5,00 ao quilo, no caso de produto entregue aos intermediários, até R$ 16,00 em supermercados, feiras e outros. O beneficiamento da semente na forma de pinhão moído ou de paçoca agrega valor ao produto, que chega a R$ 20,00 ou R$ 30,00 o quilo. O preço mínimo pago para o extrativista de pinhão neste ano, conforme a Portaria do Mapa (nº 868, de 01/12/25), é de R$ 4,63/Kg. Por Adriane Bertoglio Rodrigues e Rejane Paludo/Ascom Emater/RS-Ascar

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15/04/2026

15 de abril – Dia Nacional da Conservação do Solo

O solo é, muitas vezes, invisível aos olhos apressados do dia a dia. Pisado, cultivado, transformado — quase nunca lembrado. Mas é nele que começa silenciosamente a vida, a produção de alimentos, a segurança hídrica, a biodiversidade e o futuro das próximas gerações. O Dia Nacional da Conservação do Solo, celebrado hoje, 15 de abril, convida à pausa e à reflexão. A data foi escolhida em homenagem a Hugh Hammond Bennett (15/04/1881 – 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos e primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Bennett foi um dos pioneiros a demonstrar que o solo não é apenas substrato, mas um patrimônio vivo, finito e estratégico para as nações. No Brasil, essa consciência foi institucionalizada pelo Decreto-Lei nº 7.876, de 13 de novembro de 1989, como uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reconhecendo que conservar o solo é condição essencial para produzir, proteger o ambiente e sustentar a economia agropecuária no longo prazo. Em um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, de estiagens prolongadas e chuvas intensas, a conservação do solo deixa de ser uma escolha técnica: torna-se uma estratégia de resiliência, adaptação e sobrevivência. Cada centímetro de solo perdido por erosão leva séculos para ser recomposto. Cada área bem manejada, por outro lado, é um legado. É nesse contexto que a política pública ganha centralidade. O Plano ABC+ RS – Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (2020–2030) representa um compromisso concreto do setor agropecuário do Rio Grande do Sul com a conservação do solo, da água e do clima. O plano incentiva a adoção de 10 Sistemas, Práticas, Produtos e Processos de Produção Sustentáveis (SPSABC), cientificamente validados, que promovem aumento da produtividade com conservação dos recursos naturais: Sistema Plantio Direto (grãos e hortaliças) Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e Sistemas Agroflorestais Práticas de Recuperação de Pastagens Degradadas Florestas Plantadas Bioinsumos Sistemas Irrigados Manejo de Resíduos da Produção Animal Terminação Intensiva Os resultados já alcançados no estado demonstram que conservar o solo é possível, viável e escalável. Entre 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul atingiu 1,52 milhão de hectares com adoção de tecnologias do Plano ABC+, chegando à metade do ciclo do plano antes de 2030. Destacam-se: 691 mil hectares em Sistema Plantio Direto, superando a meta prevista para o período; 454 mil hectares em Sistemas de Integração Lavoura‑Pecuária‑Floresta (ILPF); 260 mil hectares com recuperação de pastagens degradadas, áreas onde o solo volta a cumprir seu papel produtivo e ambiental. Esses números representam mais do que estatísticas. Representam produtores que decidiram cuidar da terra, técnicos que orientaram, pesquisadores que geraram conhecimento e uma política pública que conecta ciência, campo e sociedade. Neste 15 de abril, celebrar o solo é reafirmar um princípio simples e profundo: não existe produção sem conservação. Cuidar do solo hoje é garantir alimento, renda, água e equilíbrio climático amanhã. Que esta data nos lembre: o solo não pertence apenas à geração atual — ele precisa ser cuidado hoje para garantir o futuro das próximas. E que o Rio Grande do Sul segue mostrando que é possível produzir com responsabilidade, ciência e compromisso com o futuro. Por Jackson Brilhante/Pesquisador DDPA/Seapi e coordenador do Plano ABC+/RS

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23/04/2026

Colheita do arroz se aproxima dos 88% da área semeada no Estado

A colheita de arroz atingiu 87,45% da área semeada no Rio Grande do Sul. Os dados são do levantamento realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgados nesta quinta-feira (23/4). Esse percentual representa 780.098 hectares (ha) colhidos, de um total de 891.908 hectares destinados à cultura da safra de arroz 2025/2026. A Planície Costeira Externa e a Zona Sul são as regionais com os maiores percentuais de área colhida e mais próximas do encerramento da colheita, com 95,76% e 91,10% respectivamente. A Planície Costeira Interna contabiliza 88,99%, seguida pela Campanha com 83,22%, Fronteira Oeste com 88,13%, e Região Central com 76,52%. Para o coordenador regional da Planície Costeira Externa/Irga, Vagner Martini, "a evolução da colheita continua mantendo ritmo mais lento, conforme já observado em levantamentos anteriores," destaca o coordenador. Por Fabrízio Fernández/Ascom Seapi

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Dicas AGRO

Dicas de plantio de alface

Plantar alface em casa é um processo simples, mas que exige atenção a alguns detalhes para garantir folhas crocantes e saborosas. O segredo está no equilíbrio entre sol, água e adubação. 1. Escolha do Local e Clima Luz Solar: A alface precisa de, pelo menos, 4 a 6 horas de sol direto por dia. Temperatura: O ideal é entre 10°C e 24°C. Em regiões muito quentes, as folhas podem amargar ou a planta "pendoar" (florescer precocemente). Nesses casos, use um sombrite ou plante em locais com sombra à tarde. 2. Preparo do Solo Textura: O solo deve ser bem fofo e drenado, livre de pedras e raízes. Adubação: Misture matéria orgânica bem curtida, como esterco de galinha (rico em cálcio), esterco bovino ou húmus de minhoca. Dica Pro: Se usar vasos, certifique-se de que tenham furos e uma camada de drenagem no fundo com argila expandida ou brita. 3. Plantio e Espaçamento Semeadura: Plante as sementes a cerca de 0,5 cm de profundidade. A germinação ocorre geralmente entre 4 e 14 dias. Transplante: Se usar mudas, faça o transplante quando elas tiverem de 4 a 6 folhas (cerca de 10 cm). Espaçamento: Deixe de 20 a 30 cm entre cada planta para que elas tenham espaço para crescer e o ar circule, evitando doenças. 4. Cuidados Diários Rega: Mantenha a terra sempre úmida, mas nunca encharcada. O ideal é regar no início da manhã ou final da tarde. Controle de Pragas: Fique atento a lesmas, caracóis e lagartas. A remoção manual ou o uso de barreiras físicas ajuda a proteger as folhas. 5. Colheita Tempo: Geralmente entre 50 a 80 dias após o plantio, dependendo da variedade e da época do ano (no verão é mais rápido). Dica de Consumo: Você pode colher apenas as folhas externas e deixar o miolo continuar crescendo para colheitas futuras.

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