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Notícias

19/08/2026

PEPTÍDEOS AVANÇAM NO CONTROLE DA SALMONELLA E PODEM REFORÇAR A SEGURANÇA DOS ALIMENTOS

Uma nova tecnologia brasileira baseada em peptídeos antimicrobianos apresentou resultados promissores em testes laboratoriais contra a Salmonella, bactéria associada a doenças transmitidas por alimentos. Desenvolvida pela HYH Biotechnology, a plataforma demonstrou início de controle dos microrganismos em aproximadamente duas horas e capacidade de impedir a formação de novas colônias por mais de quatro dias. Os testes também apontaram cerca de 95% de degradação de biofilmes, estruturas formadas por microrganismos que permanecem aderidas a superfícies e equipamentos. O resultado chama atenção porque os biofilmes podem dificultar os processos tradicionais de higienização e aumentar o risco de contaminação em ambientes de produção de alimentos. Além da Salmonella, os peptídeos foram desenvolvidos para atuar contra outros microrganismos de interesse da indústria, como Escherichia coli e Listeria monocytogenes, além de determinadas bactérias e fungos. A tecnologia foi desenvolvida após aproximadamente quatro anos de pesquisas envolvendo bioinformática, modelagem computacional, engenharia de peptídeos e validações experimentais. A proposta é criar soluções específicas para diferentes necessidades da indústria, em vez de depender de uma única molécula antimicrobiana. Segundo a empresa, futuras aplicações poderão envolver frigoríficos, incubatórios, aviários, unidades de processamento de ovos, laticínios e outros segmentos da indústria alimentícia. A expectativa é que a tecnologia possa complementar os procedimentos de higienização, reduzir riscos de contaminação cruzada e contribuir para diminuir perdas provocadas por problemas microbiológicos. Apesar dos resultados iniciais, a aplicação comercial ainda depende de novas etapas de validação. A plataforma é protegida por patente e poderá dar origem a diferentes produtos voltados à biossegurança na cadeia de alimentos. Fonte: Agrolink Agro LINCE

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19/08/2026

MENOS ARROZ DISPONÍVEL NO MERCADO ELEVA AS COTAÇÕES NO RIO GRANDE DO SUL

A menor disponibilidade de arroz no mercado gaúcho tem dado sustentação aos preços nas últimas semanas. Segundo o Cepea, a necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias, somada às dificuldades de carregamento provocadas pelas chuvas, tem deixado o mercado mais firme. Ao mesmo tempo, muitos produtores seguem retraídos nas vendas, apostando em uma possível valorização maior do cereal. Com isso, a diferença entre os preços oferecidos pelos compradores e os valores desejados pelos vendedores diminuiu, mas a liquidez continua limitada. ## INDÚSTRIAS ENCONTRAM DIFICULDADE PARA COMPRAR A necessidade de matéria-prima aumentou entre algumas indústrias. Em determinados casos, empresas chegaram a elevar as ofertas de compra e até suspender temporariamente as vendas de arroz beneficiado por não conseguirem adquirir quantidade suficiente de cereal. As chuvas também dificultaram o carregamento em algumas regiões produtoras. Por esse motivo, os compradores passaram a dar preferência aos lotes que já estão armazenados nas unidades de beneficiamento. ## PREÇO DA SACA SOBE O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul, considerando 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou o dia 13 de agosto em R$ 75,10 por saca. O valor representa: • Alta de 3,98% em relação à semana anterior; • Valorização de 22,63% em comparação com o mesmo período de julho; • Alta de 7,30% frente ao mesmo período de 2025. Segundo a análise de Safras & Mercado, a resistência dos produtores em vender e os estoques remanescentes mais limitados fazem com que a disponibilidade física passe a exercer maior influência sobre os preços. ## EXPORTAÇÕES DO RS CRESCEM NO ANO Apesar da redução registrada em julho, as exportações gaúchas de arroz acumulam crescimento no ano. Entre janeiro e julho, os embarques passaram de US$ 241 milhões em 2025 para US$ 288 milhões em 2026, crescimento de 19% em valor. Em volume, houve avanço de 627 mil para 985 mil toneladas, aumento de 57%. Em julho, porém, os embarques recuaram 44,1% em valor e 41% em volume na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A queda ocorreu principalmente porque alguns destinos importantes não repetiram os volumes registrados em julho de 2025. Na Venezuela, por exemplo, as compras gaúchas caíram de aproximadamente 57,6 mil para 25 mil toneladas. Também houve redução ou ausência de embarques relevantes para países como Nicarágua, Gâmbia e Serra Leoa. Por outro lado, Panamá e Senegal ampliaram as compras. ## MERCADO SEGUE ATENTO À OFERTA O cenário atual mostra um mercado de arroz mais sustentado pela menor disponibilidade física, pela necessidade de recomposição dos estoques industriais e pelas dificuldades logísticas provocadas pelas chuvas. Com produtores mais cautelosos nas vendas e compradores precisando garantir matéria-prima, a tendência é de que as condições de oferta continuem sendo um dos principais fatores de influência sobre as cotações no curto prazo. Fonte: Correio do Povo / Cepea / Safras & Mercado / Farsul. Redação: Agro LINCE.

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17/08/2026

SOLO BEM ESTRUTURADO FAVORECE RAÍZES E AUMENTA A LONGEVIDADE DO CANAVIAL

A qualidade física do solo tem papel fundamental no desenvolvimento da cana-de-açúcar e na produtividade ao longo dos cortes. A passagem frequente de máquinas pesadas pode provocar compactação, reduzindo a circulação de ar e água e dificultando o crescimento das raízes. O problema pode se tornar ainda mais evidente nas fases finais do ciclo, quando a planta precisa de um sistema radicular ativo para buscar água e nutrientes em diferentes profundidades e sustentar o acúmulo de sacarose. COMPACTAÇÃO LIMITA O DESENVOLVIMENTO DAS RAÍZES Quando o solo apresenta uma camada compactada, as raízes encontram maior resistência para avançar. Em situações mais severas, elas podem ficar concentradas nas camadas superficiais, diminuindo o acesso à água armazenada em profundidade. Esse cenário aumenta a vulnerabilidade da cultura durante períodos de estiagem e pode resultar em redução do tamanho dos colmos, falhas de soqueira e perda de produtividade. A compactação está diretamente relacionada ao tráfego de máquinas, mas não depende apenas da quantidade de passagens. O peso dos equipamentos e, principalmente, a umidade do solo durante as operações também influenciam a intensidade do problema. Por isso, operações pesadas devem ser evitadas logo após períodos de chuvas intensas, quando o solo está mais suscetível à deformação. DIAGNÓSTICO DEVE VIR ANTES DA CORREÇÃO Antes de utilizar equipamentos para romper camadas compactadas, é importante identificar onde o problema está localizado. Penetrômetros podem ajudar a avaliar a resistência do solo à penetração, enquanto análises de densidade fornecem informações sobre suas condições físicas. A abertura de trincheiras também permite observar diretamente o crescimento das raízes e identificar camadas adensadas, conhecidas em alguns casos como "pé de grade" ou "pé de arado". Esse diagnóstico é importante porque a profundidade da compactação determina a estratégia de manejo e a regulagem dos equipamentos. TRÁFEGO CONTROLADO AJUDA A PREVENIR Uma das principais estratégias é o tráfego controlado, concentrando a circulação das máquinas em faixas permanentes e reduzindo a passagem aleatória entre as linhas de plantio. Para isso, é necessário considerar a largura dos equipamentos, o espaçamento utilizado no canavial e as rotas dos veículos de transbordo. O uso de pneus mais largos e, quando tecnicamente possível, com menor pressão, também pode contribuir para distribuir melhor a carga. O peso transportado e a carga por eixo devem ser controlados, pois influenciam o risco de compactação em maiores profundidades. PALHADA E PLANTAS DE COBERTURA CONTRIBUEM A manutenção da palhada da cana colhida ajuda a conservar matéria orgânica, favorecer a atividade biológica e melhorar a estabilidade dos agregados do solo. Durante a reforma do canavial, plantas de cobertura também podem ser utilizadas. Espécies com raízes capazes de explorar camadas mais profundas ajudam no processo conhecido como biodescompactação. Após a decomposição dessas raízes, permanecem canais no perfil do solo, além da incorporação de matéria orgânica. E QUANDO A COMPACTAÇÃO JÁ EXISTE? Quando o problema está estabelecido, principalmente em camadas mais profundas, pode ser necessário avaliar uma intervenção mecânica durante a reforma do canavial. Subsoladores e escarificadores podem ser utilizados para romper camadas adensadas, mas a operação deve ser baseada no diagnóstico da área. A profundidade das hastes precisa corresponder à camada compactada e a umidade do solo deve estar adequada para que ocorra o fraturamento, evitando uma operação ineficiente. Outro ponto importante é que não adianta descompactar o solo e manter o mesmo padrão de tráfego. Sem mudanças na circulação das máquinas, o solo pode voltar a se compactar. FERTILIDADE TAMBÉM FAZ PARTE DO MANEJO A condição química do solo também interfere no desenvolvimento das raízes. Quando indicadas por análise, práticas como calagem e gessagem podem melhorar o ambiente químico em profundidade e favorecer a exploração do perfil pelas raízes. Com maior volume de solo explorado, a planta pode aproveitar melhor água e nutrientes, contribuindo para o desenvolvimento e a produtividade do canavial. Em áreas irrigadas, a estrutura do solo também merece atenção, pois camadas compactadas podem dificultar a infiltração da água, favorecer encharcamentos e limitar o aproveitamento do sistema radicular. CUIDAR DO SOLO É CUIDAR DA LONGEVIDADE DO CANAVIAL Os efeitos da compactação podem se acumular ao longo dos cortes. Soqueiras submetidas a condições físicas desfavoráveis podem apresentar menor capacidade de rebrota, aumentando o risco de redução da produtividade e até de reforma antecipada do canavial. Por isso, o acompanhamento das condições físicas do solo deve fazer parte do planejamento anual da propriedade. Evitar tráfego pesado em condições inadequadas de umidade, controlar a carga das máquinas, preservar a palhada, utilizar plantas de cobertura e identificar precocemente as camadas compactadas são medidas que ajudam a preservar o solo e o potencial produtivo da lavoura. Na prática, o cuidado com a estrutura do solo precisa começar antes que os problemas apareçam na produtividade. Um solo bem manejado permite que as raízes explorem um volume maior do perfil e contribui para uma cana mais resistente e para maior longevidade do canavial. Fonte: AgroLink. Redação: Agro LINCE.

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14/08/2026

FEIJÃO: VEJA ONDE OS PREÇOS CAÍRAM E SUBIRAM EM AGOSTO

O mercado brasileiro de feijão começou agosto com comportamentos diferentes entre os principais tipos comercializados no país. Enquanto o avanço da terceira safra aumentou a oferta de feijão carioca e pressionou os preços, a menor disponibilidade de feijão preto na entressafra contribuiu para a valorização do produto. Segundo dados do Cepea, entre 30 de julho e 6 de agosto, o feijão carioca peneira 12, de nota 9 ou superior, apresentou queda média de 9,55% nas nove praças acompanhadas. A maior retração ocorreu no Centro-Noroeste de Goiás, com queda de 11,20%. No Sul e Sudoeste de Minas Gerais, os preços recuaram 6,58%. FEIJÃO CARIOCA SEGUE SOB PRESSÃO A maior oferta de feijão carioca de boa qualidade, principalmente com o avanço da colheita da terceira safra em áreas irrigadas do Cerrado, tem pressionado as cotações. Os feijões cariocas de notas 8 e 8,5 também registraram queda. Entre 30 de julho e 6 de agosto, a redução média foi de 7,43% nas seis regiões acompanhadas pelo Cepea. A maior oferta e a preferência dos compradores pelos grãos de qualidade superior contribuíram para reduzir a procura pelos lotes de notas inferiores. Com a redução das margens, alguns produtores passaram a avaliar a possibilidade de armazenar a produção e esperar melhores condições de mercado. No entanto, a necessidade de recursos financeiros ainda mantém parte da oferta disponível. FEIJÃO PRETO TEM COMPORTAMENTO DIFERENTE Enquanto o carioca perdeu valor, o feijão preto tipo 1 apresentou alta média de 1,37% no mesmo período. No Oeste de Santa Catarina, a valorização chegou a 4,28%, influenciada pela menor disposição dos produtores em comercializar. Em Itapeva (SP), porém, os preços recuaram 1% devido à existência de estoques nas agroindústrias, reduzindo a necessidade de novas compras. A oferta doméstica mais limitada durante a entressafra continua dando sustentação ao feijão preto, enquanto as importações ajudam a complementar o abastecimento nacional. EXPORTAÇÕES BATEM RECORDE O comércio exterior também chamou atenção em julho. As exportações brasileiras de feijão alcançaram 106,82 mil toneladas, o maior volume mensal desde o início da série histórica, em 1997. A Índia foi responsável por 81,8% dos embarques, enquanto os feijões do grupo Vigna representaram 93,1% do volume exportado. Apesar do recorde, o impacto sobre o mercado brasileiro de feijão carioca e preto é limitado, já que grande parte das exportações corresponde a variedades destinadas principalmente ao mercado asiático. ARGENTINA AJUDA A ABASTECER O BRASIL As importações brasileiras somaram 6,23 mil toneladas de feijão em julho. Desse volume, 70,4% corresponderam ao feijão preto. A Argentina teve participação praticamente total nas compras externas, respondendo por 99,8% das importações brasileiras no mês. Com isso, o país vizinho continua sendo fundamental para complementar a oferta de feijão preto durante a entressafra. No curto prazo, a tendência é de manutenção da pressão sobre o feijão carioca, devido ao avanço da terceira safra, enquanto o feijão preto deve permanecer mais firme diante da oferta doméstica restrita e da necessidade de abastecimento por meio das importações. Fonte: AgroLink / Cepea. Redação: Agro LINCE.

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14/08/2026

PLANTIO DO TRIGO É FINALIZADO NAS LAVOURAS GAÚCHAS

A semeadura do trigo foi concluída no Rio Grande do Sul, com uma área estimada em 814.220 hectares para a safra 2026. Segundo a Emater/RS-Ascar, o potencial produtivo das lavouras permanece dentro da expectativa inicial, apesar das condições climáticas diferentes entre as regiões. Atualmente, 89% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração e 1% já se encontra em fase de enchimento de grãos. A produtividade média projetada é de 2.701 quilos por hectare. CLIMA ACELEROU DESENVOLVIMENTO DAS LAVOURAS A elevação das temperaturas contribuiu para acelerar o desenvolvimento do trigo e antecipou algumas fases da cultura, como a elongação do colmo, o espigamento e o início do florescimento. Por outro lado, áreas que receberam chuvas frequentes, tiveram muita nebulosidade e baixa incidência de radiação solar apresentaram maior alongamento das plantas, redução da coloração das folhas e, em alguns casos, desenvolvimento vegetativo abaixo do potencial. A ocorrência de chuvas também pode favorecer a lixiviação de nitrogênio, exigindo atenção dos produtores ao manejo nutricional. UMIDADE AUMENTA ATENÇÃO COM DOENÇAS A elevada umidade registrada em algumas regiões tem criado condições favoráveis ao aparecimento de manchas foliares. Com parte das lavouras entrando na fase de florescimento, aumenta também a preocupação com doenças como a giberela. A incidência de pragas permanece baixa e a condição sanitária geral das lavouras é considerada satisfatória. Os produtores seguem realizando adubação nitrogenada em cobertura, controle de plantas daninhas e aplicação de fungicidas. Em algumas áreas, porém, o excesso de umidade dificulta a entrada de máquinas e pode atrasar os manejos. ## PREÇO DO TRIGO TEM LEVE ALTA O preço médio da saca de 60 quilos de trigo, com pH padrão 78, subiu 0,63%, passando de R$ 69,36 para R$ 69,80, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o produto disponível está sendo comercializado a R$ 75,00 por saca. Apesar dos desafios provocados pelo clima, a avaliação da Emater/RS-Ascar é de que o potencial produtivo da safra permanece adequado de maneira geral. Fonte: Correio do Povo / Emater/RS-Ascar. Redação: Agro LINCE.

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12/08/2026

SENADO APROVA PROGRAMA PARA AMPLIAR PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES NO BRASIL

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (11) o Projeto de Lei 699/2023, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A proposta estabelece incentivos fiscais e prevê a criação de um fundo destinado a estimular a produção nacional de fertilizantes. O projeto segue agora para sanção presidencial e tem como principal objetivo reduzir a dependência brasileira das importações de insumos fundamentais para a agricultura. ## BRASIL IMPORTA MAIS DE 80% DOS FERTILIZANTES A dependência externa é considerada um dos principais desafios para a segurança da produção agrícola brasileira. Em 2025, o país importou 43,3 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Entre os principais produtos utilizados estão o cloreto de potássio, a ureia e o fosfato monoamônico (MAP). Esses insumos fornecem nutrientes essenciais para as plantas, principalmente nitrogênio, fósforo e potássio, conhecidos como NPK. Soja, milho e cana-de-açúcar estão entre as culturas que utilizam grandes volumes desses fertilizantes. A elevada dependência das compras externas deixa os produtores brasileiros mais expostos às oscilações dos preços internacionais, do câmbio e de questões geopolíticas. ## INCENTIVOS À PRODUÇÃO NACIONAL O Profert prevê medidas para estimular a instalação e ampliação de unidades industriais voltadas à fabricação de fertilizantes no Brasil. Entre as iniciativas está a possibilidade de isenção de impostos para a importação de máquinas utilizadas na implantação dessas plantas industriais. A proposta busca criar condições para aumentar a capacidade nacional de produção e diminuir gradualmente a necessidade de aquisição desses insumos no exterior. ## IMPORTÂNCIA PARA O AGRONEGÓCIO A disponibilidade e o preço dos fertilizantes têm impacto direto nos custos de produção das lavouras. Por isso, uma maior produção nacional pode contribuir para reduzir a exposição do setor às variações do mercado internacional e melhorar a previsibilidade para os produtores. A aprovação do programa representa mais uma etapa na tentativa de fortalecer a indústria brasileira de fertilizantes e aumentar a segurança no fornecimento de insumos estratégicos para a agricultura. Fonte: Agência Brasil / Correio do Povo. Redação: Agro LINCE.

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10/08/2026

EXPORTAÇÕES DE ALGODÃO CRESCEM E MOVIMENTAM US$ 262 MILHÕES EM JULHO

As exportações brasileiras de algodão registraram crescimento em julho de 2026, com embarques de 155 mil toneladas, alta de 21,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado. A receita alcançou US$ 262,4 milhões, avanço de 27,2%, enquanto o preço médio ficou em US$ 1,70 por quilo, aumento de 4,5%. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado representa um início positivo para a nova temporada, mesmo com a menor disponibilidade de produto no começo do ciclo. O volume exportado em julho foi o segundo maior já registrado para o mês. A expectativa do setor é de que os embarques ganhem força a partir de setembro, conforme a colheita e o beneficiamento da safra 2025/2026 avancem. ## EMBARQUES DEVEM ACELERAR A PARTIR DE SETEMBRO A colheita da nova safra começou com atraso, mas passou a apresentar ritmo mais próximo das médias históricas. Com o avanço dos trabalhos no campo, a tendência é de aumento do beneficiamento e, consequentemente, maior disponibilidade de algodão para exportação. A Anea projeta volumes mais expressivos de embarques nos próximos meses, acompanhando a entrada da nova produção no mercado. ÁSIA CONCENTRA PRINCIPAIS DESTINOS Bangladesh foi o principal destino do algodão brasileiro em julho, representando 19,3% dos embarques. Na sequência apareceram Vietnã, com 17,7%; Turquia, com 17,3%; e Paquistão, com 14,5%. Também se destacaram Índia, Indonésia, Malásia e China, entre outros mercados. A participação da Índia ocorreu durante uma janela temporária de isenção tarifária para importações de algodão. No entanto, segundo a Anea, o impacto dessa medida sobre as exportações brasileiras pode ser limitado no curto prazo devido ao tempo de transporte até o país e à menor disponibilidade de algodão no início da temporada. LOGÍSTICA ENTRA NO RADAR DO SETOR Com a expectativa de aumento dos embarques, a logística passa a ser uma preocupação importante para a cadeia do algodão. A Anea já articula ações com exportadores, agentes portuários e representantes dos setores público e privado para antecipar possíveis necessidades operacionais e evitar gargalos nos próximos meses. Em julho, o algodão representou 0,77% das exportações totais do Brasil e ocupou a 22ª posição entre os produtos mais exportados pelo país. Considerando apenas o setor agropecuário, a fibra respondeu por 3,35% das vendas externas e ficou na quarta posição. Com a entrada da nova safra, o setor espera ampliar os volumes destinados ao mercado internacional e manter o Brasil entre os principais fornecedores globais de algodão. Fonte: AgroLink. Redação: Agro LINCE.

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10/08/2026

CHUVAS CAUSAM PERDAS DE 143 MIL TONELADAS E AFETAM 30 MIL PROPRIEDADES NO RIO GRANDE DO SUL

As chuvas excessivas, os ventos fortes e o granizo registrados na segunda quinzena de julho provocaram perdas expressivas na agropecuária do Rio Grande do Sul. Segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, os eventos climáticos atingiram 30.007 propriedades rurais em 101 municípios e resultaram em 143.363 toneladas de perdas nos principais grupos produtivos. Entre as culturas mais afetadas estão o tabaco, com aproximadamente 40 mil toneladas perdidas, o trigo, com 19,6 mil toneladas, e a canola, com 7,8 mil toneladas. Os danos também atingiram a infraestrutura rural. Cerca de 18 mil quilômetros de estradas vicinais foram afetados, dificultando o transporte da produção e o acesso das famílias a serviços essenciais. Além disso, 173 fontes de água foram contaminadas, deixando mais de 1,2 mil famílias desabastecidas. A capacidade de armazenamento também sofreu impactos, com danos registrados em 207 armazéns e silos. HORTALIÇAS E FRUTAS TAMBÉM SOFRERAM Na olericultura, que reúne hortaliças, legumes e verduras, os tubérculos e raízes concentraram os maiores prejuízos, com aproximadamente 38 mil toneladas de perdas. Na fruticultura, os citros foram os mais atingidos, totalizando 6.890 toneladas de perdas. A laranja respondeu por cerca de 5.725 toneladas e a bergamota por mais de 1.160 toneladas. Ao todo, 493 produtores do setor foram afetados. A piscicultura também registrou prejuízos. Enxurradas e o excesso de chuvas provocaram a perda de 17,4 toneladas de peixes, atingindo diretamente 39 produtores. PRODUÇÃO DE LEITE É PREJUDICADA A pecuária leiteira foi fortemente impactada principalmente pelos problemas de logística. Com milhares de quilômetros de estradas rurais danificados, o acesso às propriedades e aos resfriadores de leite ficou comprometido. De acordo com a Emater/RS-Ascar, cerca de 192,8 mil litros de leite deixaram de ser coletados por dia durante o período mais crítico. Ao todo, foram aproximadamente 2,38 milhões de litros que não chegaram a ser comercializados, afetando 1.788 produtores. A falta de energia elétrica em algumas propriedades também dificultou a conservação do leite, agravando as perdas. PASTAGENS TAMBÉM FORAM AFETADAS O excesso de umidade prejudicou o desenvolvimento das pastagens nativas e cultivadas. Mais de 100 mil hectares foram atingidos, com perdas médias de produtividade estimadas em aproximadamente 26%. A redução da oferta de pastagem pode aumentar os custos de produção nos próximos meses, já que os produtores poderão precisar ampliar a utilização de suplementação alimentar para manter os rebanhos. Também foram registradas perdas em culturas de cereais de inverno destinadas à produção de silagem e pré-secado. PREJUÍZOS ULTRAPASSAM 143 MIL TONELADAS Segundo o levantamento da Emater/RS-Ascar, as perdas ficaram distribuídas da seguinte forma: Grãos, incluindo cevada, milho, trigo, canola e aveia: 34.791,86 toneladas. Olericultura, incluindo folhosas, tubérculos, raízes, bulbos, condimentos e outras hortaliças: 61.544,15 toneladas. Fruticultura, incluindo citros, pêssego, morango e banana: 6.966,92 toneladas. Tabaco: 40.060,28 toneladas. Total: 143.363,21 toneladas. Além das perdas na produção, também foram registrados prejuízos com a morte de 43 bovinos de corte, 25 bovinos de leite e 51 suínos. RECUPERAÇÃO SERÁ UM DOS PRINCIPAIS DESAFIOS Para a Emater/RS-Ascar, depois da fase emergencial, o foco deve estar na avaliação dos prejuízos e na recuperação das propriedades atingidas. A reconstrução das condições de vida das famílias rurais e a recuperação da capacidade produtiva serão fundamentais para que os produtores possam retomar suas atividades e recuperar a autonomia econômica. Os números mostram que os eventos climáticos de julho não provocaram apenas perdas nas lavouras, mas afetaram toda a estrutura necessária para o funcionamento da agropecuária gaúcha. Fonte: Correio do Povo / Emater-RS/Ascar. Foto : Emater / Divulgação Redação: Agro LINCE.

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06/08/2026

EL NIÑO AUMENTA PREOCUPAÇÃO DOS PRODUTORES RURAIS NO RIO GRANDE DO SUL

Os efeitos do fenômeno El Niño já começam a ser sentidos no Rio Grande do Sul e acendem o alerta entre produtores rurais. O aumento das chuvas, temporais e episódios de granizo tem provocado prejuízos em diversas regiões do estado, afetando lavouras, rebanhos e a infraestrutura das propriedades. Nos últimos dias, eventos climáticos severos causaram destruição em municípios gaúchos, incluindo registros de vendavais e até tornado na região Noroeste. Além dos danos materiais, o excesso de umidade vem dificultando o desenvolvimento de diversas culturas agrícolas, principalmente as de inverno. LAVOURAS ENFRENTAM PREJUÍZOS Entre as culturas mais afetadas está o trigo, que sofre com o excesso de chuva e a baixa incidência de sol durante uma fase importante do desenvolvimento. Também foram registrados prejuízos em lavouras de canola, onde algumas áreas tiveram perdas totais após episódios de granizo. Além das perdas provocadas pelo clima, muitos produtores enfrentam um cenário de margens apertadas, já que os preços de alguns produtos agropecuários permanecem abaixo dos custos de produção. IMPACTOS NA ECONOMIA RURAL As dificuldades climáticas refletem diretamente na economia das propriedades e dos municípios que dependem da agropecuária. Com redução na produtividade e aumento dos prejuízos, cresce também a preocupação com o endividamento dos produtores e a capacidade de investimento para as próximas safras. Especialistas alertam que o acompanhamento das condições meteorológicas e o planejamento das atividades serão fundamentais para reduzir riscos ao longo dos próximos meses. ESTADO REFORÇA AÇÕES DE PREVENÇÃO Diante da previsão de continuidade dos efeitos do El Niño, o Governo do Rio Grande do Sul intensificou as ações de prevenção por meio do programa Prepara RS El Niño, que reúne estratégias para monitoramento dos eventos climáticos e fortalecimento da atuação da Defesa Civil. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta dos municípios, disponibilizando informações, alertas e planos de contingência para minimizar os impactos causados por temporais, chuvas intensas e outros eventos extremos. A expectativa é de que o acompanhamento constante das condições climáticas e a adoção de medidas preventivas contribuam para reduzir os prejuízos ao setor agropecuário e aumentar a segurança das comunidades rurais. Fonte: Canal Rural. Redação: Agro LINCE.

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06/08/2026

DICA: EVITE FALHAS NO PLANTIO: ADUBAÇÃO CORRETA É FUNDAMENTAL PARA O SUCESSO DO FEIJÃO

A adubação realizada no momento do plantio é uma das etapas mais importantes para garantir o bom desenvolvimento da lavoura de feijão. Quando feita de forma adequada, ela favorece a emergência das plantas, fortalece o sistema radicular e contribui para uma maior produtividade ao longo do ciclo. Especialistas destacam que a definição da quantidade de fertilizantes deve ser baseada em uma análise atualizada do solo, permitindo identificar as necessidades nutricionais de cada área e evitar tanto a deficiência quanto o excesso de nutrientes. FÓSFORO É ESSENCIAL NO INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO Entre os principais nutrientes utilizados na adubação de base, o fósforo é considerado indispensável para o desenvolvimento inicial do feijoeiro. Ele estimula a formação das raízes, favorece o florescimento e contribui para o melhor aproveitamento dos nutrientes ao longo do ciclo da cultura. O potássio também desempenha papel importante, auxiliando na resistência das plantas aos estresses climáticos e no equilíbrio hídrico. Já o nitrogênio pode ser utilizado em menores quantidades no plantio, sendo comum complementar sua aplicação durante o desenvolvimento da lavoura. Além dos macronutrientes, micronutrientes como zinco, molibdênio e boro podem ser necessários, principalmente em áreas com solos arenosos ou que apresentam histórico de deficiência. POSICIONAMENTO DO ADUBO FAZ DIFERENÇA Outro fator determinante é a forma como o fertilizante é aplicado. O recomendado é que o adubo seja depositado abaixo e ao lado da semente, evitando o contato direto. Quando o fertilizante fica muito próximo da semente, principalmente em doses elevadas de nitrogênio e potássio, pode ocorrer a chamada "queima", comprometendo a germinação e reduzindo a população de plantas na lavoura. ANÁLISE DO SOLO É A MELHOR FERRAMENTA Antes do plantio, a realização da análise química do solo permite definir a necessidade de calagem, gessagem e adubação, tornando o manejo mais eficiente e reduzindo desperdícios. Essa prática também ajuda o produtor a corrigir possíveis deficiências nutricionais e a melhorar o aproveitamento dos fertilizantes aplicados. REGULAGEM DOS EQUIPAMENTOS TAMBÉM É IMPORTANTE Além da escolha dos fertilizantes, a regulagem da plantadeira influencia diretamente nos resultados. Uma distribuição uniforme do adubo ao longo do sulco garante maior eficiência na nutrição das plantas e reduz falhas no estabelecimento da lavoura. Após a emergência, é importante acompanhar o desenvolvimento das plantas, observando o vigor, a uniformidade do estande e possíveis sintomas de deficiência nutricional. Esse monitoramento permite realizar ajustes no manejo e aprimorar os resultados nas próximas safras. Fonte: AgroLink. Redação: Agro LINCE.

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05/08/2026

EXPOINTER 2026 TERÁ 934 OVINOS DE 18 RAÇAS E REFORÇA AVANÇO DA GENÉTICA NO SETOR

A Expointer 2026 contará com a participação de 934 ovinos de 18 raças, consolidando uma das maiores exposições dos últimos anos. O número expressivo de animais reflete os investimentos dos criadores em melhoramento genético, impulsionados pelo fortalecimento da produção de carne e pela recuperação do mercado da lã. Entre as raças que apresentaram maior crescimento nas inscrições estão a White Dorper, que passou de 9 para 23 animais, e a Merino Australiano, que aumentou de 9 para 17 exemplares. Já a raça Texel lidera em número de participantes, com 303 animais inscritos. CERTIFICAÇÃO POR DNA É A GRANDE NOVIDADE Uma das principais mudanças desta edição será a obrigatoriedade da comprovação de paternidade por exame de DNA para todos os ovinos inscritos. A medida busca ampliar a confiabilidade das informações genealógicas dos animais, oferecendo mais segurança aos criadores e compradores e fortalecendo a qualidade da genética apresentada durante a feira. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a certificação coloca a ovinocultura em um novo patamar de qualificação, alinhando o setor às práticas já adotadas em outras cadeias da pecuária. GENÉTICA E MERCADO EM EVIDÊNCIA Além da genética voltada para a produção de carne, a Expointer também deverá destacar animais selecionados para a produção de lã. O cenário é considerado mais favorável em relação aos últimos anos, com recuperação dos preços no mercado internacional, trazendo novas perspectivas aos criadores. Os reprodutores apresentados na feira deverão evidenciar características como precocidade, ganho de peso, eficiência alimentar e melhor desenvolvimento muscular, atributos cada vez mais valorizados na produção comercial. EXPECTATIVA PARA A FEIRA A expectativa da Arco é que a Expointer 2026 seja marcada por julgamentos técnicos de alto nível, leilões aquecidos e boas oportunidades de negócios para os produtores, desde que as condições climáticas favoreçam a realização da programação. A feira continua sendo um dos principais espaços para divulgação de tecnologias, genética e inovação da pecuária brasileira, reunindo criadores, técnicos e investidores de diversas regiões do país. Fonte: Correio do Povo. Foto : Stéphany Franco / AgroEffective / Divulgação / CP Redação: Agro LINCE.

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05/08/2026

POR QUE O CAFÉ FICOU MAIS CARO? ENTENDA O QUE ESTÁ POR TRÁS DA ALTA DOS PREÇOS

O preço do café registrou alta durante o mês de julho, mesmo com o avanço da colheita da safra brasileira 2026/27. O aumento foi impulsionado por fatores como as chuvas nas principais regiões produtoras, preocupações com a qualidade dos grãos e uma oferta menor de café robusta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No caso do café arábica, as precipitações ocorridas durante a reta final da colheita dificultaram os trabalhos no campo e aumentaram a preocupação dos produtores e compradores com a qualidade da safra. Com cerca de 20% da área ainda por colher no período, o clima passou a influenciar diretamente o comportamento do mercado. Além de atrasar a colheita, a umidade excessiva pode comprometer a qualidade dos grãos, fator que costuma elevar o interesse dos compradores pelos lotes de melhor padrão e, consequentemente, sustentar os preços. ROBUSTA TAMBÉM REGISTROU VALORIZAÇÃO O café robusta também apresentou aumento nas cotações durante julho. Mesmo com a colheita praticamente encerrada e maior disponibilidade do produto no mercado, os preços permaneceram firmes. Segundo o Cepea, a produção de robusta nesta temporada foi menor que a esperada, reduzindo a oferta disponível. Além disso, a valorização do café arábica também contribuiu para fortalecer o mercado da variedade. O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O CONSUMIDOR? Quando o preço pago ao produtor aumenta, parte desse reajuste tende a chegar ao consumidor ao longo da cadeia de comercialização. Embora fatores como indústria, transporte, embalagem e impostos também influenciem o valor final nas prateleiras, a alta da matéria-prima costuma refletir no preço do café vendido nos supermercados. Especialistas destacam que o mercado continuará acompanhando de perto o clima nas regiões produtoras e a qualidade dos grãos colhidos, fatores que poderão influenciar o comportamento dos preços nos próximos meses. Fonte: AgroLink. Redação: Agro LINCE.

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04/08/2026

AGROLEITE 2026 É ABERTA COM ANÚNCIO DE CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA E MAIS DE R$ 215 MILHÕES EM INVESTIMENTOS

A 26ª edição da Agroleite foi oficialmente aberta nesta segunda-feira (3), no Parque Tecnológico Agroleite, em Castro (PR). Considerada a maior vitrine da tecnologia voltada à cadeia leiteira da América Latina, a feira também celebra os 75 anos da Cooperativa Castrolanda e iniciou sua programação com importantes anúncios para o setor. Durante a cerimônia de abertura, o Governo do Paraná confirmou investimentos superiores a R$ 215 milhões, destinados a projetos nas áreas de infraestrutura, educação, inovação e expansão agroindustrial, fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva do leite na região. NOVO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA Um dos principais anúncios foi a implantação do curso de Bacharelado em Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em Castro. O investimento estadual será de R$ 10,8 milhões. O projeto será desenvolvido em parceria entre o Governo do Estado, a UEPG, a Prefeitura de Castro e a Castrolanda. Enquanto o Estado ficará responsável pela contratação de professores e técnicos, a prefeitura e a cooperativa atuarão na implantação da estrutura física do curso. Além disso, foram entregues 11 drones agrícolas para colégios agrícolas do Paraná, ampliando o acesso dos estudantes às novas tecnologias aplicadas ao agronegócio. INFRAESTRUTURA E AGROINDÚSTRIA Na área de infraestrutura, foram anunciadas obras para melhorar a logística da região, incluindo a construção de um novo dispositivo de acesso na PR-340 e a pavimentação das estradas da Ilha e do Caxambu, facilitando o escoamento da produção rural e o acesso ao Parque Tecnológico Agroleite. Também foi confirmada uma nova etapa de investimentos da Castrolanda por meio do programa Paraná Competitivo. Serão mais de R$ 190 milhões destinados à implantação de uma fábrica de tortilhas, uma Unidade Central de Energia Elétrica e uma nova Unidade de Dietas Bovinas, ampliando a capacidade industrial da cooperativa. TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO A abertura da feira reforçou o papel do Parque Tecnológico Agroleite como centro de inovação para a pecuária leiteira. O espaço reúne cooperativas, universidades, empresas, instituições de pesquisa e órgãos públicos para desenvolver soluções voltadas ao aumento da produtividade, da eficiência e da sustentabilidade no setor. Durante a solenidade, também foram realizadas homenagens pelos 75 anos da Castrolanda, além da recepção oficial de novos parceiros do parque tecnológico e da assinatura de um termo de cooperação para implantação de uma Fazenda Modelo de Demonstração. PROGRAMAÇÃO SEGUE ATÉ SEXTA-FEIRA A Agroleite 2026 segue até o dia 7 de agosto, reunindo 404 expositores e uma ampla programação com palestras, fóruns técnicos, julgamentos de animais, demonstrações de máquinas, rodadas de negócios, apresentações culturais e atividades voltadas à inovação na cadeia leiteira. Fonte: AgroLink. Foto: Divulgação Redação: Agro LINCE.

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03/08/2026

DICA: TUDO O QUE O PRODUTOR RURAL PRECISA SABER EM AGOSTO

Agosto marca a transição entre o inverno e a primavera e exige atenção redobrada no campo. É um período importante para planejar a próxima safra, cuidar das lavouras já estabelecidas, reforçar o manejo dos rebanhos e acompanhar as condições climáticas, que ainda podem trazer frio, geadas e chuvas em diversas regiões do Rio Grande do Sul. O QUE PLANTAR EM AGOSTO Agosto é um bom mês para o cultivo de diversas hortaliças e para iniciar o planejamento das culturas de primavera. Entre as principais opções estão alface, rúcula, couve, espinafre, beterraba, cenoura, cebola, salsa, cebolinha, repolho e brócolis. Em regiões onde o risco de geadas é menor, também é possível iniciar o plantio de tomate, pimentão e pepino em ambiente protegido. Nos pomares, é uma época favorável para o plantio de mudas de frutíferas de clima temperado e para a realização de podas em espécies que ainda estão em dormência. Espécies como maçã, pera, pêssego, ameixa, figo, uva, caqui, amora, framboesa, mirtilo e kiwi aproveitam o período de dormência para desenvolver um sistema radicular mais forte antes da primavera. Em regiões com menor risco de geadas, também é possível iniciar o plantio de citros, como laranja, bergamota e limão, sempre utilizando mudas certificadas e seguindo as recomendações técnicas. PREPARE O SOLO PARA A NOVA SAFRA Antes de iniciar novos plantios, é importante avaliar as condições do solo. A realização da análise de solo permite identificar a necessidade de correção da acidez e de adubação, contribuindo para um melhor desenvolvimento das culturas. Também é recomendado manter cobertura vegetal sempre que possível, reduzindo a erosão e preservando a umidade. Quem pretende cultivar milho, soja ou outras culturas de verão deve aproveitar agosto para revisar o planejamento da propriedade e organizar a aquisição de sementes, fertilizantes e demais insumos. CUIDADOS COM AS LAVOURAS Mesmo com a aproximação da primavera, agosto ainda pode registrar geadas e mudanças bruscas de temperatura. Por isso, é importante acompanhar o desenvolvimento das lavouras, monitorar a presença de pragas e doenças e evitar operações em dias com excesso de umidade no solo. Também é uma boa época para realizar a manutenção de máquinas, pulverizadores e implementos agrícolas antes do início do plantio das culturas de verão. ATENÇÃO À PECUÁRIA Na pecuária, o frio ainda exige cuidados especiais. Os produtores devem garantir alimentação adequada, água de qualidade e proteção contra ventos e baixas temperaturas, especialmente para animais jovens e recém-nascidos. Também é importante revisar cercas, cochos, bebedouros e galpões, além de manter o calendário sanitário em dia, seguindo as orientações dos médicos-veterinários. Para os produtores de leite, agosto é um período de atenção ao conforto dos animais, fator que influencia diretamente a produtividade. MERCADO DO AGRO O mercado segue atento ao comportamento das commodities agrícolas. A soja mantém boas perspectivas de preços, sustentada pela demanda internacional e pelas condições climáticas nos Estados Unidos. Milho e trigo também permanecem influenciados pelo clima e pelo cenário global de oferta e demanda. Para o produtor, acompanhar as cotações e planejar o momento da comercialização pode fazer diferença nos resultados da safra. PERSPECTIVA DO CLIMA PARA AGOSTO As previsões climáticas indicam que agosto deve apresentar chuvas próximas ou acima da média em áreas do Rio Grande do Sul, favorecidas pela atuação do El Niño. As temperaturas tendem a ficar próximas ou ligeiramente acima da média histórica, embora ainda possam ocorrer incursões de ar frio e episódios de geada, principalmente nas regiões de maior altitude e durante as madrugadas. A recomendação é acompanhar diariamente a previsão do tempo e planejar as atividades agrícolas conforme as condições climáticas de cada região. DICA DO MÊS Agosto é o momento ideal para organizar a propriedade antes da chegada da primavera. Faça a manutenção dos equipamentos, revise o planejamento da próxima safra, acompanhe as previsões climáticas e mantenha o manejo das lavouras e dos animais sempre em dia. Um bom planejamento agora pode representar mais produtividade e melhores resultados nos próximos meses. Fonte: Emater/RS, Embrapa, INMET e informações do setor agropecuário. ([PublicNow][1]) Redação: Agro LINCE.

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03/08/2026

COTAÇÃO DA SOJA ATINGE O MAIOR PATAMAR DO ANO E MERCADO SEGUE OTIMISTA

O mercado da soja encerrou julho com os melhores preços registrados em 2026, impulsionado pela valorização na Bolsa de Chicago, pela forte demanda internacional e pelo bom ritmo das exportações brasileiras. Segundo análises do mercado, o cenário continua favorável e há expectativa de novas altas nos próximos meses. Nas principais regiões produtoras do país, a valorização foi significativa. Em Passo Fundo (RS), por exemplo, a saca passou de R$ 129 para R$ 140 durante o mês. Em Cascavel (PR), a cotação avançou de R$ 124 para R$ 134, enquanto em Rondonópolis (MT) os preços subiram de R$ 115 para R$ 127. No Porto de Paranaguá (PR), a saca alcançou R$ 145. No mercado internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago também apresentaram desempenho positivo. Durante julho, os contratos com vencimento em novembro registraram valorização superior a 4%, chegando, em alguns momentos, a ultrapassar a marca de US$ 12,50 por bushel, o maior nível observado em mais de dois anos. Especialistas apontam que a principal razão para essa alta é a preocupação com o clima nos Estados Unidos. As ondas de calor e o tempo seco em importantes regiões produtoras aumentam o risco de redução na produtividade da safra norte-americana, diminuindo a oferta global e sustentando os preços. Outro fator que fortalece o mercado é o retorno da China às compras de soja dos Estados Unidos, além do aumento do processamento da oleaginosa no mercado americano, ampliando a demanda pelo produto. EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DÃO SUSTENTAÇÃO AO MERCADO No Brasil, o ritmo acelerado das exportações também contribui para manter os preços firmes. O país já embarcou ou possui mais de 90 milhões de toneladas comercializadas para exportação, com possibilidade de superar o recorde registrado no ano passado. A forte demanda internacional mantém os prêmios de exportação elevados, favorecendo a remuneração dos produtores. Além disso, apesar das oscilações do dólar, o câmbio não exerceu pressão negativa significativa sobre os preços internos durante o período. PERSPECTIVAS PARA A PRÓXIMA SAFRA Para a safra 2026/27, a expectativa é de aumento da área cultivada em diversas regiões do Brasil. No entanto, no Rio Grande do Sul, a tendência é de estabilidade ou até redução da área, devido às dificuldades enfrentadas pelos produtores, como custos elevados de produção e maior restrição ao crédito rural. Mesmo com essas limitações, analistas avaliam que os fundamentos do mercado permanecem positivos e indicam possibilidade de novas valorizações da soja nos próximos meses, caso persistam os fatores climáticos e a demanda internacional aquecida. Fonte: Correio do Povo. Redação: Agro LINCE.

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03/08/2026

Temporais provocam prejuízos à pecuária leiteira no Rio Grande do Sul

Os temporais registrados nas últimas semanas no Rio Grande do Sul causaram prejuízos significativos a produtores de leite, com perdas de animais e danos à infraestrutura de diversas propriedades rurais. Segundo a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), os eventos climáticos extremos afetaram principalmente as regiões Celeiro, Missões, além de municípios como Selbach, Cruz Alta e localidades vizinhas. Entre os casos acompanhados pela entidade, há propriedades que tiveram galpões, estábulos e outras estruturas essenciais para a atividade completamente destruídos. Em uma das situações, um produtor que mantinha mais de 40 vacas em lactação decidiu encerrar as atividades após avaliar que não teria condições de reconstruir a estrutura danificada. De acordo com a Gadolando, a ocorrência de dois eventos climáticos severos em um curto intervalo de tempo agravou ainda mais a situação das famílias produtoras, aumentando os prejuízos e dificultando a recuperação das propriedades. Entidade pede apoio aos produtores Diante dos danos registrados, a associação defende a criação de políticas permanentes de apoio aos produtores rurais atingidos por desastres climáticos. A proposta inclui a ampliação das medidas de renegociação de financiamentos já existentes e a criação de um fundo específico para auxiliar propriedades afetadas por perdas de animais, instalações e capacidade produtiva. A entidade ressalta que, embora muitas famílias tenham perdido a principal fonte de renda, os compromissos financeiros permanecem, tornando essencial a adoção de mecanismos que garantam a continuidade da atividade leiteira no estado. Segundo a Gadolando, o objetivo é oferecer condições para que os produtores consigam reconstruir suas propriedades, preservar os rebanhos e manter a produção de leite, reduzindo os impactos econômicos e sociais causados pelos eventos climáticos. Fonte: Correio do Povo. Redação: Agro LINCE. Foto : Divulgação /Correio do Povo

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29/07/2026

Chuvas preocupam cafeicultores e podem comprometer qualidade da safra de café

As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de café arábica têm atrasado o encerramento da colheita da safra 2026/27 e aumentado a preocupação dos produtores com a qualidade dos grãos. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), cerca de 30% da produção ainda permanece no campo, ficando mais exposta aos efeitos das precipitações. De acordo com os pesquisadores, o maior volume de chuva previsto para julho ocorreu justamente nos últimos dias do mês, período em que a colheita entra na fase final e os trabalhos de varrição se intensificam. Essa condição dificulta as operações nas lavouras e pode afetar a qualidade do café colhido. Outro fator de preocupação é que muitos grãos que já estavam no solo desde o início de julho permaneceram expostos à umidade por mais tempo, aumentando o risco de deterioração e perda de qualidade da bebida. Apesar das apreensões, o Cepea destaca que ainda será necessário aguardar o beneficiamento, a classificação e a comercialização dos lotes para medir com precisão os impactos provocados pelas chuvas sobre a safra. Fonte: AgroLink Redação: Agro LINCE

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28/07/2026

Produção e exportações de proteínas animais devem crescer em 2026 e 2027, projeta ABPA

Os setores de carnes suína, de frango e de ovos devem registrar crescimento na produção, no consumo interno e nas exportações ao longo de 2026, com perspectivas positivas também para 2027. As projeções foram apresentadas nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), durante coletiva de imprensa. Apesar do cenário favorável, a entidade alerta para desafios que podem afetar o mercado, como os conflitos geopolíticos e o aumento do endividamento das famílias brasileiras, impulsionado, entre outros fatores, pelos gastos com apostas esportivas on-line. O Rio Grande do Sul segue entre os principais polos nacionais da cadeia de proteína animal, destacando-se tanto na produção quanto nas exportações de carne suína, carne de frango e ovos. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a expectativa é de um desempenho positivo, sustentado por um câmbio favorável às exportações, custos equilibrados de produção, graças aos preços da soja e do milho, e boas perspectivas para as safras de grãos. Outro diferencial apontado é o elevado nível de biosseguridade da produção brasileira, especialmente na avicultura, em um momento em que importantes concorrentes enfrentam problemas sanitários e climáticos. Carne suína A produção de carne suína deve alcançar 5,87 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Para 2027, a previsão é de 6,05 milhões de toneladas, alta de 3,1%. As exportações também devem avançar, chegando a 1,6 milhão de toneladas neste ano, aumento de 5,9%, e a 1,7 milhão de toneladas em 2027, crescimento de 6,3%. A ABPA destaca que o Brasil fortaleceu sua posição no mercado internacional, impulsionado pela diversificação dos destinos de exportação. Filipinas, Japão e China figuram entre os principais compradores da proteína brasileira. Carne de frango Para a avicultura, a expectativa é de produção de 16,15 milhões de toneladas em 2026, volume 5,6% superior ao registrado anteriormente. Em 2027, a projeção sobe para 16,6 milhões de toneladas, avanço de 2,8%. As exportações podem atingir 5,875 milhões de toneladas neste ano, crescimento de 10,5%, chegando a 6,05 milhões de toneladas em 2027. A entidade ressaltou que o Brasil mantém um dos mais elevados padrões de biosseguridade do mundo. Desde maio do ano passado, não foram registrados casos de influenza aviária em granjas comerciais, enquanto diversos países enfrentam surtos da doença. Mesmo diante das novas exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos, a expectativa do setor é atender às normas e manter o acesso ao mercado europeu. Produção de ovos A produção de ovos também deverá crescer. A estimativa é de 64,8 bilhões de unidades em 2026, aumento de 4,1%, chegando a 66,5 bilhões em 2027, alta de 2,6%. Nas exportações, entretanto, a previsão é de retração em 2026, para 30 mil toneladas, reflexo principalmente das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Para 2027, a expectativa é de recuperação, com embarques de 34,5 mil toneladas, crescimento de 15%. Enquanto isso, o consumo interno continua em expansão. A projeção é que cada brasileiro consuma, em média, 301 ovos por ano em 2026, número superior aos 288 registrados em 2025. Para 2027, a estimativa sobe para 312 unidades por habitante, refletindo o fortalecimento do alimento na dieta da população. Mercado interno Mesmo com o aumento das exportações, a ABPA afirma que o abastecimento do mercado brasileiro permanece garantido. Segundo a entidade, o bom desempenho das vendas externas contribui para reduzir custos de produção, favorecendo a competitividade e ajudando a manter preços mais acessíveis ao consumidor. Ainda assim, a associação acompanha com preocupação o elevado endividamento das famílias, que pode limitar o consumo. A expectativa é que programas de renegociação de dívidas e a melhora do cenário econômico contribuam para um mercado interno mais aquecido em 2027. Fonte: CORREIO DO POVO REDAÇÃO - AGROLINCE

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28/07/2026

China abre caminho para importação de polpas e frutas congeladas do Brasil

A China ampliou o acesso de produtos brasileiros ao seu mercado ao disponibilizar os procedimentos necessários para a importação de polpas e frutas congeladas produzidas no Brasil. A medida permite que empresas brasileiras iniciem o processo de habilitação para exportar ao país asiático. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) passou a disponibilizar em seu sistema o modelo de certificado sanitário exigido para esse tipo de exportação. Com isso, os estabelecimentos interessados já podem solicitar o registro no sistema China Import Food Enterprise Registration (Cifer), etapa obrigatória para comercializar esses produtos no mercado chinês. A autorização contempla polpas e frutas congeladas obtidas de espécies já reconhecidas como alimentos pelas autoridades chinesas. Entre os produtos beneficiados estão açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá, além de outras frutas autorizadas para consumo humano na China. Por outro lado, frutas que ainda não possuem reconhecimento oficial como alimento no país asiático continuarão sujeitas aos procedimentos específicos previstos pela legislação chinesa para novos alimentos. Processo de habilitação O cadastro no sistema Cifer deve ser realizado diretamente pela empresa exportadora, que é responsável por apresentar toda a documentação exigida. Após a análise e aprovação da GACC, o estabelecimento recebe um número de registro, documento indispensável para embarcar produtos destinados à China. Além do registro, as exportações deverão ser acompanhadas do certificado sanitário oficial firmado entre os governos brasileiro e chinês. O Ministério da Agricultura recomenda que os exportadores consultem previamente todas as exigências sanitárias e operacionais antes de iniciar o processo de habilitação. Com a aprovação do cadastro e a emissão do certificado pelas autoridades brasileiras competentes, as empresas estarão aptas a exportar polpas e frutas congeladas ao mercado chinês, desde que cumpram as normas sanitárias e aduaneiras em vigor. Fonte: CORREIO DO POVO REDAÇÃO - AGROLINCE

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24/07/2026

Decreto adia para 2027 exigência de CNPJ para pessoas físicas na CBS

O governo federal prorrogou para 1º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e da emissão de documentos fiscais eletrônicos por pessoas físicas sujeitas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida concede mais seis meses para que produtores rurais, profissionais autônomos, prestadores de serviços, administrações tributárias e empresas de tecnologia se adaptem às novas regras. A mudança foi oficializada por meio do **Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026**, que altera a regulamentação da CBS dentro da reforma tributária sobre o consumo. Até **31 de dezembro de 2026**, permanecem válidos os atuais mecanismos de identificação fiscal utilizados por pessoas físicas nas operações abrangidas pelo novo tributo. De acordo com a Receita Federal, o prazo adicional será utilizado para finalizar um sistema simplificado de inscrição no CNPJ, inspirado no modelo adotado pelo Microempreendedor Individual (MEI). A expectativa é de que a plataforma esteja disponível a partir de novembro, integrada aos sistemas de emissão de documentos fiscais eletrônicos. Também serão disponibilizados ambiente de testes, manuais técnicos e orientações para facilitar a adaptação dos contribuintes. ### Regras para produtores rurais No caso dos produtores rurais, a obrigatoriedade de inscrição no CNPJ será aplicada àqueles com **receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões**. As normas para produtores com faturamento inferior ainda deverão ser regulamentadas pelo governo. Já as pessoas físicas enquadradas como **nanoempreendedores**, com receita anual de até **R$ 40,5 mil**, permanecerão dispensadas da condição de contribuintes da CBS e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). ### Quem será afetado A exigência também poderá alcançar profissionais autônomos, prestadores de serviços e fornecedores que tenham receita anual acima de **R$ 40,5 mil**. Quem já atua como Microempreendedor Individual (MEI) continuará utilizando o CNPJ já existente, sem necessidade de realizar uma nova inscrição. A alteração faz parte do cronograma de implementação da reforma tributária, que instituiu a CBS, de competência da União, e o IBS, administrado conjuntamente por estados e municípios. Fonte: Agrolink REDAÇÃO AGROLINCE

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22/07/2026

Temporais castigam produtores rurais no RS; prejuízo em granja chega a R$ 20 mil

Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul continuam provocando prejuízos no campo. Com rajadas de vento de até **90 km/h** e chuva intensa, diversas propriedades rurais registraram danos em estruturas, interrupção de acessos e isolamento de comunidades. Em Dom Feliciano, na comunidade de Vila Fátima, o elevado volume de água comprometeu o acesso às propriedades. Uma ponte de madeira ficou praticamente encoberta pela enxurrada, dificultando a circulação de produtores e o transporte de insumos, animais e da produção agrícola. Já em Marques de Souza, a propriedade do suinocultor **Fernando Eduardo Heid**, localizada na comunidade de **Alto do Tigrinho**, foi atingida pelas fortes rajadas de vento. Parte do telhado do galpão que abriga cerca de mil suínos em fase de terminação foi arrancada durante o temporal. Em entrevista ao Canal Rural, o produtor estimou que os prejuízos variem entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Apesar dos danos à estrutura, nenhum dos animais ficou ferido. De acordo com a Defesa Civil, o acumulado de chuva na região ultrapassou 60 milímetros em apenas 24 horas, agravando os transtornos no meio rural e dificultando o acesso a diversas comunidades. O alerta permanece para os próximos dias. Segundo a Climatempo, o Rio Grande do Sul ainda poderá registrar chuva intensa, ventos fortes e elevado risco de alagamentos, enxurradas e cheias de rios, mantendo produtores rurais em estado de atenção diante da possibilidade de novos prejuízos. Redação Agrolince Fonte: Canal Rural. Publicado em 21 de julho de 2026. Fonte foto:Temporais castigam produtores no Rio Grande do Sul (Foto: Reprodução/Instagram)

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22/07/2026

Alta de 70% no Preço da Lã Impulsiona Busca por Certificação no Brasil

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) celebra os cinco anos do Programa de Lã Certificada em um momento favorável para a ovinocultura. Com a recuperação do mercado internacional e a valorização da fibra entre 60% e 70% nos últimos dois anos, a certificação vem se consolidando como uma importante ferramenta para aumentar a rentabilidade dos produtores. Criado durante a pandemia de Covid-19, um dos períodos mais desafiadores para o comércio mundial de lã, o programa brasileiro foi inspirado em modelos já consolidados no Uruguai e na Argentina. A iniciativa trouxe mudanças no processo de esquila, manipulação e acondicionamento da fibra, elevando os padrões de qualidade e ampliando o valor agregado da produção. Entre os principais benefícios está a remuneração. Segundo a Arco, nas lãs finas, o produto certificado pode alcançar um preço até 100% superior ao obtido no sistema convencional. Além disso, a certificação garante uma matéria-prima de maior qualidade para a indústria têxtil, favorecendo a fabricação de produtos de alto padrão. Inclusão dos pequenos produtores é prioridade Apesar dos avanços, a ampliação do programa ainda enfrenta desafios. De acordo com o coordenador do Programa de Lã Certificada, Sérgio Muñoz, o foco agora é criar condições para que pequenos produtores também possam acessar os benefícios da certificação. Entre os principais entraves estão os custos logísticos, a necessidade de mão de obra especializada e a baixa participação da indústria nacional no processo. "Queremos que o pequeno produtor participe cada vez mais. Muitos já investiram em genética e produzem lãs de excelente qualidade. Precisamos criar condições para que eles também agreguem valor ao seu produto por meio da certificação", destaca Muñoz. 3º Dia da Lã discutirá o futuro da cadeia produtiva Com o objetivo de reunir os diferentes elos da cadeia produtiva e promover o debate sobre os desafios e oportunidades do setor, a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) realizará, no dia 30 de julho, o 3º Dia da Lã. A iniciativa integra as ações do Termo de Fomento FPE 2787/2024. A expectativa da Arco é ampliar o alcance do Programa de Lã Certificada, criando condições para que um número cada vez maior de pequenos produtores possa aderir à certificação, agregando valor à produção e fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade da ovinocultura brasileira. Fonte: Correio do Povo. Publicado em 21 de julho de 2026.

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16/07/2026

Mercados agrícolas abrem em alta com apoio do clima e da demanda internacional

Os principais mercados agrícolas iniciaram esta quinta-feira (16) em alta na Bolsa de Chicago, impulsionados por fatores como preocupações climáticas, oferta mais restrita e demanda aquecida. Trigo e soja lideram os ganhos, enquanto o milho segue atento às condições das lavouras nos Estados Unidos. O trigo registrou o segundo pregão consecutivo de valorização. O contrato para setembro de 2026 foi negociado a US$ 6,84 por bushel, refletindo as expectativas de uma safra menor nos Estados Unidos e as dificuldades logísticas enfrentadas na região do Mar Negro. As restrições nas exportações russas pelo Estreito de Kerch, somadas aos ataques próximos aos portos de Odessa, podem direcionar parte da demanda mundial para outros países exportadores. Na França, a produção também deve recuar, com estimativa de 32 milhões de toneladas, abaixo das 33,4 milhões colhidas em 2025, devido aos efeitos da seca e das altas temperaturas. No mercado brasileiro, o trigo apresentou preços de referência de R$ 1.392,65 por tonelada no Paraná e R$ 1.312,38 no Rio Grande do Sul. Soja segue sustentada A soja também mantém um cenário positivo, favorecida pelas compras da China e pelo forte ritmo de processamento da oleaginosa nos Estados Unidos. Outro fator que reforçou o mercado foi a redução dos estoques de óleo de soja apontada pelo relatório da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos (NOPA). Em Chicago, o contrato para agosto de 2026 era negociado a US$ 12,05 por bushel. No mercado interno, as cotações chegaram a R$ 133,14 no interior do Paraná e R$ 139,99 em Paranaguá. Milho acompanha condições climáticas No mercado do milho, o foco permanece nas condições climáticas do Corn Belt, principal região produtora dos Estados Unidos. As lavouras atravessam a fase de floração, considerada decisiva para o potencial produtivo, e a previsão de chuvas irregulares mantém os investidores atentos. Além do clima, um cenário global de oferta mais ajustada amplia a sensibilidade do mercado a possíveis perdas na produção. Na França, a área destinada ao cultivo de milho apresentou redução de 19% em comparação com o ano anterior. Na B3, os contratos futuros operavam em alta, enquanto o mercado físico registrava preço de R$ 64,77. Segundo analistas, trigo e soja continuam encontrando suporte na combinação entre oferta limitada, demanda consistente e fatores climáticos, que seguem influenciando a formação dos preços no mercado internacional. Fonte: Agrolink Redação Agrolince

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16/07/2026

Produção de uvas movimenta R$ 389,7 milhões no Paraná e estado consolida 5ª posição nacional

A viticultura paranaense segue entre as principais atividades da fruticultura brasileira. Em 2025, a produção de uvas gerou R$ 389,7 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP), colocando a cultura como a terceira fruta que mais gera renda no Paraná. As informações constam no Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Embora as uvas destinadas ao consumo in natura continuem sendo responsáveis pela maior parte da receita do setor, o levantamento aponta uma mudança no perfil da produção estadual, com crescimento da participação das variedades voltadas à agroindustrialização, utilizadas na fabricação de vinhos, sucos e outros derivados. No cenário nacional, o Paraná ocupa a quinta colocação entre os maiores produtores de uva do país. Para 2026, a estimativa é de uma colheita de aproximadamente 58 mil toneladas, cultivadas em cerca de 4 mil hectares, o equivalente a 2,7% da produção brasileira. Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil deverá colher 2,2 milhões de toneladas de uvas em 2026. O Rio Grande do Sul permanece como principal produtor nacional, concentrando quase metade da safra e direcionando grande parte da produção para a indústria de vinhos, espumantes, sucos e outros derivados. Juntos, Rio Grande do Sul, Pernambuco, São Paulo e Bahia respondem por mais de 93% da produção brasileira. Em 2025, o cultivo de uvas ocupou 3,2 mil hectares em 258 municípios paranaenses, resultando em uma produção de 50,4 mil toneladas. Produção industrial ganha espaço O boletim mostra que a viticultura do Paraná passou por transformações na última década. Entre 2016 e 2025, a área cultivada diminuiu 21%, enquanto a produção recuou 6,3%. Apesar disso, aumentou a participação das uvas destinadas à agroindústria, que passaram de 23,7% para 35,4% do volume produzido no período. Mesmo com esse avanço, as variedades de mesa seguem liderando a geração de receita. Em 2025, elas responderam por R$ 312,3 milhões, o equivalente a 80,1% do VBP estadual, enquanto as uvas destinadas à industrialização movimentaram R$ 77,4 milhões, representando 19,9% do total. Municípios em destaque Marialva continua sendo a principal referência estadual na produção de uvas finas de mesa. O município cultivou 450 hectares, colheu 13,5 mil toneladas e registrou R$ 129,6 milhões em Valor Bruto da Produção, concentrando mais de 40% da produção e da renda desse segmento. Já Rosário do Ivaí se destaca na produção de uvas rústicas para consumo in natura, com 150 hectares cultivados, produção de 1,5 mil toneladas e movimentação de R$ 14,4 milhões. Entre os municípios voltados à agroindustrialização, Bituruna lidera o setor. Em 2025, os 100 hectares destinados ao cultivo de uvas para vinhos e sucos produziram 1,5 mil toneladas, gerando R$ 6,5 milhões em Valor Bruto da Produção. De acordo com o Deral, a tendência é de que a participação das uvas destinadas ao processamento continue crescendo nos próximos anos, acompanhando a expansão da agroindústria e a diversificação da viticultura paranaense. Fonte: AgroLink Redação Agro Lince

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09/07

DICA: Frio intenso no Rio Grande do Sul: saiba como proteger suas plantas durante o inverno

As baixas temperaturas, as geadas e até mesmo ventos fortes podem prejudicar o desenvolvimento de muitas plantas durante o inverno. Embora algumas espécies se adaptem bem ao frio, outras precisam de cuidados especiais para continuarem saudáveis e crescerem com vigor. Confira algumas dicas para proteger suas plantas durante os dias mais frios. ## 1. Proteja as plantas das geadas A geada é uma das maiores ameaças para plantas sensíveis ao frio. Sempre que houver previsão de temperaturas muito baixas, cubra as plantas com manta térmica, TNT agrícola ou outro material apropriado. Evite utilizar plástico diretamente sobre as folhas, pois ele pode aumentar os danos quando entra em contato com a planta durante a geada. ## 2. Regue no momento certo Durante o inverno, a evaporação da água diminui e o solo permanece úmido por mais tempo. Antes de regar, verifique se a terra realmente está seca. O excesso de água favorece o aparecimento de fungos e pode causar o apodrecimento das raízes. Sempre que possível, faça a irrigação pela manhã. Assim, a planta terá tempo para absorver a água antes da queda da temperatura durante a noite. ## 3. Aproveite ao máximo a luz do sol Mesmo nos dias frios, a luz solar continua sendo essencial para o desenvolvimento das plantas. Se você cultiva vasos, procure posicioná-los em locais que recebam algumas horas de sol diariamente. Já as plantas de ambientes internos podem ser aproximadas de janelas bem iluminadas. ## 4. Evite podas drásticas O inverno não é a melhor época para realizar podas intensas na maioria das espécies. Retire apenas galhos secos, folhas doentes ou partes danificadas. As podas mais severas devem ser feitas no período indicado para cada planta, normalmente no final do inverno ou início da primavera. ## 5. Reforce a proteção do solo Uma camada de cobertura orgânica, como casca de pinus, palha ou folhas secas, ajuda a conservar a temperatura do solo e reduz as oscilações causadas pelo frio. Além disso, essa proteção mantém a umidade por mais tempo e contribui para a saúde das raízes. ## 6. Suspenda o excesso de adubação Durante o inverno, muitas plantas entram em um período de crescimento mais lento. Por isso, não há necessidade de adubar com tanta frequência. O excesso de fertilizantes pode até prejudicar espécies que estão em repouso vegetativo. ## 7. Fique atento aos ventos frios Nem sempre o problema é apenas a temperatura. Ventos fortes também ressecam folhas e brotos. Sempre que possível, mantenha vasos e mudas em locais protegidos ou utilize cercas, telas ou barreiras naturais para diminuir a ação do vento. ## Plantas que gostam do frio Algumas espécies se desenvolvem muito bem durante o inverno e podem deixar sua casa ou jardim ainda mais bonito nesta época do ano. Entre elas estão: * Amor-perfeito; * Boca-de-leão; * Prímula; * Calêndula; * Lavanda; * Camélia; * Azaleia; * Hortênsia (durante seu período de dormência). ## Cuidados simples fazem toda a diferença Com pequenas mudanças na rotina, é possível atravessar o inverno sem prejuízos para o jardim ou para a horta. Observar a previsão do tempo, controlar a irrigação, proteger as plantas das geadas e aproveitar a luz solar são atitudes que ajudam a manter as espécies saudáveis até a chegada da primavera. Cada planta possui necessidades específicas, por isso conhecer as características de cada espécie é o melhor caminho para garantir um cultivo bonito, resistente e cheio de vida durante todo o ano. REDAÇÃO AGRO LINCE

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09/07

DICA: O que plantar em julho no Rio Grande do Sul? Confira as melhores opções para a época

Julho é um dos meses mais frios do ano no Rio Grande do Sul, mas isso não significa que a horta ou o jardim precisam ficar parados. Pelo contrário: as temperaturas mais baixas criam condições ideais para o cultivo de diversas hortaliças, temperos, flores e até algumas frutas. Se você pretende começar uma horta ou aproveitar melhor o inverno para plantar, confira as principais culturas indicadas para este período. ## Hortaliças que se desenvolvem bem no inverno O frio favorece o crescimento de diversas hortaliças de folhas e raízes. Entre as melhores opções para plantar em julho estão: * Alface (principalmente as variedades de inverno); * Rúcula; * Espinafre; * Couve; * Repolho; * Brócolis; * Couve-flor; * Acelga; * Chicória; * Almeirão. Essas espécies costumam apresentar ótimo desenvolvimento quando recebem boa luminosidade e irrigação controlada, evitando o excesso de umidade. ## Raízes e legumes para plantar em julho O inverno também é uma excelente época para o cultivo de raízes e legumes que preferem temperaturas mais amenas. Entre eles estão: * Cenoura; * Beterraba; * Rabanete; * Nabo; * Ervilha; * Fava. Essas culturas apresentam boa produtividade durante os meses mais frios e podem ser colhidas em poucas semanas, dependendo da espécie. ## Temperos que não podem faltar Quem gosta de cozinhar também pode aproveitar julho para cultivar diversos temperos. As principais opções são: * Salsa; * Cebolinha; * Coentro (em regiões menos sujeitas a geadas fortes); * Alecrim; * Tomilho; * Orégano; * Sálvia. Além de serem fáceis de cuidar, muitos desses temperos são perenes e podem produzir durante boa parte do ano. ## Frutas que podem ser plantadas Julho também marca um bom período para o plantio de mudas de árvores frutíferas de clima temperado, principalmente quando elas estão em dormência. Entre elas estão: * Pessegueiro; * Ameixeira; * Pereira; * Macieira; * Caquizeiro; * Figueira. O inverno favorece o enraizamento das mudas, preparando as plantas para um crescimento mais vigoroso na primavera. ## Flores para deixar o jardim mais bonito Mesmo durante o inverno é possível manter o jardim colorido. Algumas flores indicadas para o plantio em julho são: * Amor-perfeito; * Boca-de-leão; * Prímula; * Petúnia; * Calêndula; * Cravina. Essas espécies se adaptam bem às temperaturas mais baixas e oferecem florescimento durante o inverno e início da primavera. #Cuidados importantes durante o inverno Antes de iniciar o plantio, alguns cuidados fazem toda a diferença: * Faça a correção e adubação do solo, quando necessário; * Evite encharcar a terra durante os períodos chuvosos; * Proteja mudas jovens em caso de geadas intensas; * Aproveite os dias de sol para realizar a irrigação; * Remova folhas secas e plantas doentes para evitar fungos. ## Vale a pena plantar em julho? Sem dúvida. Embora seja um mês frio, julho oferece excelentes condições para diversas culturas adaptadas ao inverno. Com planejamento, escolha das espécies corretas e alguns cuidados básicos, é possível manter uma horta produtiva e um jardim bonito durante toda a estação. Se você mora no Rio Grande do Sul, aproveite este período para preparar a terra e investir em plantas que gostam do frio. Assim, sua produção será ainda mais saudável e abundante nos próximos meses. Redação Agro Lince

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09/07

Exportações de gado vivo do Rio Grande do Sul disparam e impulsionam faturamento do setor

As exportações de gado vivo do Rio Grande do Sul registraram forte crescimento no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o Estado arrecadou **US$ 222,9 milhões** com a comercialização de bovinos vivos, um avanço de **113%** em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para o mês de junho, quando os embarques renderam **US$ 47,6 milhões**, representando um aumento de **1.567,9%** na comparação com junho de 2025. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela retomada das exportações para a Turquia, um dos principais destinos do gado gaúcho. De acordo com especialistas, a valorização do dólar frente ao real tornou o produto brasileiro mais competitivo no mercado internacional. Além disso, exigências relacionadas às certificações e aos sistemas de abate adotados pela Turquia favorecem a importação de bovinos do Brasil, que apresentam custos de produção mais baixos do que os de alguns países concorrentes. A expectativa é de que aproximadamente **500 mil cabeças de gado** sejam embarcadas pelo Porto de Rio Grande até o fim de 2026. Esse volume corresponde a cerca de **25% do total de bovinos abatidos no Estado** ao longo de um ano. Embora a abertura desse mercado represente uma oportunidade para a pecuária gaúcha, especialistas alertam para a necessidade de acompanhar a venda de matrizes, animais que possuem elevado valor genético e desempenham papel importante na reposição e expansão do rebanho. Segundo eles, é importante avaliar se os preços praticados refletem o verdadeiro valor estratégico desses animais para a cadeia produtiva. Apesar dessa preocupação, a decisão sobre comercializar ou não os animais continua sendo do produtor rural, respeitando os princípios da livre iniciativa. Ao mesmo tempo, o setor reconhece a importância de aprofundar os estudos sobre os impactos de longo prazo das exportações de gado vivo para a pecuária do Rio Grande do Sul. Fonte: Correio do Povo, por Leandro Mariani Mittmann

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29/06

Prazo para Declaração Anual de Rebanho é prorrogado até 10 de julho no RS

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) prorrogou, em caráter excepcional, o prazo para a realização da Declaração Anual de Rebanho 2026. Agora, os produtores rurais têm até o dia **10 de julho** para regularizar a situação. A declaração é obrigatória para todos os proprietários de animais de interesse da defesa sanitária animal no Rio Grande do Sul. Devem ser informadas todas as espécies existentes na propriedade, como bovinos, equinos, ovinos, caprinos, suínos, aves, peixes, abelhas, entre outras previstas na legislação. Segundo a Seapi, a atualização dessas informações é essencial para manter o cadastro pecuário do Estado em dia, fortalecer as ações de vigilância sanitária, prevenir doenças, garantir a rastreabilidade da produção e preservar os mercados consumidores dos produtos de origem animal gaúchos. ### Como fazer a declaração A Declaração Anual de Rebanho pode ser realizada de forma **online**, por meio do sistema **Produtor Online**, ou presencialmente nas Inspetorias Veterinárias e Escritórios de Defesa Agropecuária da Seapi, com auxílio dos servidores. Os produtores também podem preencher os formulários em PDF e concluir o processo utilizando a senha do Produtor Online. Mais informações estão disponíveis no portal da Seapi.

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19/06/2026

DICAS DO QUE PLANTAR EM JUNHO: Confira as principais culturas indicadas para o inverno no Sul do Brasil

Com a chegada das temperaturas mais baixas, junho marca uma importante fase de plantio para diversas culturas agrícolas na Região Sul do Brasil. O período é favorável para espécies adaptadas ao clima mais frio, permitindo que produtores aproveitem as condições típicas do inverno para obter bons resultados no campo. Entre as principais opções para plantio neste mês estão as hortaliças de inverno, como alface, rúcula, couve, espinafre, acelga, repolho, brócolis e couve-flor. Essas culturas costumam apresentar bom desenvolvimento em temperaturas amenas e possuem forte demanda no mercado. No setor de grãos, o trigo segue como uma das principais apostas dos produtores gaúchos, catarinenses e paranaenses. Além dele, culturas como aveia, cevada e centeio também ganham espaço durante esta época do ano, especialmente para produção de grãos e cobertura de solo. Para os produtores de forragem, junho é um período estratégico para o estabelecimento de pastagens de inverno, como azevém, aveia forrageira e trevos, fundamentais para garantir alimentação de qualidade ao rebanho nos meses mais frios. Já nas hortas domésticas e pequenas propriedades, também é uma excelente época para o cultivo de cenoura, beterraba, ervilha, alho, cebola e salsinha, espécies que se adaptam bem ao clima típico da estação. Antes do plantio, especialistas recomendam atenção à análise do solo, ao planejamento da irrigação e ao monitoramento das condições climáticas, fatores que contribuem diretamente para a produtividade e a qualidade da colheita. Com planejamento e escolha adequada das culturas, o inverno pode representar excelentes oportunidades para produtores rurais da Região Sul ampliarem sua produção e diversificarem suas atividades. Redação AgroLince

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19/06/2026

Preço da carne de frango sobe em junho mesmo com produção recorde no Brasil

Os preços da carne de frango seguem em alta desde o início de junho, inclusive neste começo de segunda quinzena, período em que tradicionalmente a demanda tende a perder força. A valorização foi observada em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos, o movimento é resultado da recuperação gradual da demanda e de uma oferta interna ajustada, fatores que têm sustentado os preços do setor. Apesar da alta nas cotações, a produção brasileira de carne de frango alcançou um novo recorde para o primeiro trimestre do ano. Dados divulgados pelo IBGE mostram que, entre janeiro e março de 2026, foram produzidas 3,734 milhões de toneladas de carne de frango, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa crescimento de 2,2% em relação ao último trimestre de 2025 e avanço de 6,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quando a produção somou 3,492 milhões de toneladas. O desempenho reforça a força da avicultura brasileira, que segue ampliando sua produção enquanto acompanha a recuperação da demanda no mercado interno. Fonte: Cepea/USP e IBGE.

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19/06/2026

Produção de ovos recua no início de 2026 e preços registram alta no mercado brasileiro

A produção brasileira de ovos para consumo apresentou leve queda no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE e analisados pelo Cepea. Entre janeiro e março deste ano, foram produzidas 995,5 milhões de dúzias de ovos no país, volume 0,5% menor em comparação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o último trimestre do ano passado, a redução foi de 3,8%. De acordo com o Cepea, a menor oferta de ovos no mercado interno contribuiu para a valorização dos preços no período. Os ovos brancos tipo extra registraram média de R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias em Bastos (SP), representando alta real de 8,7% em relação ao trimestre anterior. Já os ovos vermelhos apresentaram valorização ainda maior, com aumento real de 11,5%, alcançando média de R$ 167,04 por caixa na mesma região. O cenário reflete o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado, com a redução da produção influenciando diretamente os preços pagos pelos consumidores e pelo setor de comercialização. Fonte: Cepea/USP e IBGE.

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18/06/2026

Brasil amplia exportações agropecuárias com novas aberturas de mercado na China e no Panamá

O agronegócio brasileiro conquistou novas oportunidades no mercado internacional após a conclusão de negociações que autorizam a exportação de produtos para a China e o Panamá. No mercado chinês, foi aprovada a importação de polpas de frutas e frutas congeladas produzidas no Brasil, ampliando as possibilidades de comercialização e agregação de valor para o setor da fruticultura nacional. Já o Panamá autorizou a entrada de sementes de coco e sementes de café brasileiras, fortalecendo a presença do agro nacional em um mercado que já importa diversos produtos do Brasil. Com essas novas conquistas, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 642 aberturas de mercado desde 2023, ampliando o acesso dos produtos nacionais a diferentes países e reforçando a competitividade do setor no comércio internacional. Fonte: Agrolink – Seane Lennon (18/06/2026).

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10/06/2026

Governo Federal deve adiar novas regras para comercialização de morangos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deverá prorrogar por mais 60 dias o prazo para a entrada em vigor das novas regras de classificação, embalagem e rotulagem de morangos previstas na Portaria nº 1.271/2025. A medida atende a pedidos de entidades e representantes do setor produtivo, que demonstraram preocupação com os impactos das exigências sobre os agricultores. A informação foi confirmada aos deputados Heitor Schuch e Elton Weber, que participaram das articulações em busca do adiamento da norma. A expectativa é que a portaria oficializando a prorrogação seja publicada nos próximos dias. As novas regras seguem padrões adotados pelo Mercosul e estabelecem critérios específicos para a comercialização da fruta. No entanto, produtores apontam dificuldades para adequação às exigências, além de aumento dos custos operacionais, maior burocracia e possíveis perdas na produção. Representantes do setor defendem que o período adicional seja utilizado para ampliar o diálogo entre o governo federal e os agricultores, especialmente os ligados à agricultura familiar, segmento que concentra parte significativa da produção de morangos no Rio Grande do Sul. Segundo os parlamentares envolvidos nas negociações, o adiamento oferece mais tempo para esclarecimentos e para a construção de alternativas que considerem a realidade dos produtores rurais. A expectativa é de que, durante o período de prorrogação, sejam realizadas novas discussões sobre a aplicação das exigências, buscando garantir a adequação das normas sem comprometer a atividade produtiva e a comercialização da fruta. Fonte: Fato Novo Foto: Canva

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09/06/2026

Rio Grande do Sul registra primeiros casos de greening em citros

O Rio Grande do Sul confirmou os primeiros casos de greening (HLB), considerada uma das doenças mais graves da citricultura mundial. A ocorrência foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A confirmação foi realizada após análises laboratoriais da rede oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Após a detecção, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul iniciaram ações de monitoramento e contenção na região. Segundo os órgãos responsáveis, a propriedade possui cerca de 20 mudas de citros. Como medida preventiva, as plantas contaminadas serão erradicadas e haverá controle intensivo do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora da doença. A principal suspeita é de que a contaminação tenha ocorrido por meio da utilização de mudas adquiridas sem a devida certificação sanitária. As autoridades reforçam a importância da compra de mudas produzidas conforme as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura. De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, as equipes de fiscalização e vigilância estão atuando não apenas no local onde o foco foi identificado, mas também em áreas vizinhas, especialmente em regiões com produção comercial de citros. Apesar da confirmação da doença, o governo estadual destaca que o caso foi registrado em uma área sem grande concentração de pomares comerciais, o que pode contribuir para o controle da disseminação. O greening não oferece riscos à saúde humana, mas causa sérios prejuízos à produção citrícola. Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, a produção de frutos deformados e de menor qualidade, redução da produtividade e, em casos mais avançados, a morte das plantas. Nos últimos meses, o Rio Grande do Sul vinha realizando um amplo trabalho de monitoramento. Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas centenas de armadilhas em dezenas de municípios para detectar a presença do inseto transmissor da doença. Além disso, inspeções frequentes em pomares comerciais e domésticos vêm sendo realizadas como parte das ações preventivas. As autoridades reforçam que a colaboração dos produtores é fundamental para evitar a propagação da doença, especialmente por meio da utilização de mudas certificadas e da comunicação imediata de sintomas suspeitos aos órgãos de defesa sanitária vegetal. Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS).

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09/06/2026

União Europeia confirma restrição à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu a partir de 3 de setembro de 2026. A medida afeta principalmente as exportações de carne bovina e de frango, além de produtos como pescado e mel. Segundo o regulamento publicado pela Comissão Europeia, o Brasil não apresentou comprovações consideradas suficientes para demonstrar o cumprimento das exigências relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As normas europeias proíbem a utilização de determinados medicamentos veterinários para promover crescimento ou aumento de produtividade dos animais, bem como o uso de substâncias consideradas importantes para o tratamento de infecções em humanos. De acordo com o documento, a decisão não está relacionada à identificação de problemas sanitários ou contaminações em produtos brasileiros, mas sim à falta de garantias formais sobre a aplicação das exigências estabelecidas pelo bloco. Enquanto o Brasil perdeu a habilitação para exportar esses produtos ao mercado europeu, outros países mantiveram ou conquistaram autorização após apresentarem documentação considerada adequada pelas autoridades da União Europeia. O tema tem gerado preocupação entre representantes do setor agropecuário brasileiro, especialmente em relação à carne bovina, considerada uma das principais cadeias afetadas pela medida. O governo brasileiro segue buscando alternativas e negociações para reverter a decisão antes da entrada em vigor das restrições. Além da União Europeia, o Reino Unido também deverá adotar requisitos semelhantes para a importação de produtos de origem animal, ampliando os desafios para os exportadores brasileiros. Especialistas do setor avaliam que a adequação aos novos critérios internacionais será fundamental para preservar o acesso aos mercados externos e garantir a competitividade da produção nacional. Fonte: Folha de S.Paulo (06/06/2026) e Globo Rural (05/06/2026).

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09/06/2026

Plantio de trigo avança no Brasil com boas condições de umidade no solo

A semeadura do trigo segue avançando de forma positiva nas principais regiões produtoras do Brasil. As condições climáticas favoráveis e a boa umidade do solo têm contribuído para o andamento dos trabalhos no campo e para uma germinação mais uniforme das sementes. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que, até o dia 1º de junho, 41,1% da área prevista para o cultivo de trigo no país já havia sido semeada. Em alguns estados, como São Paulo e Mato Grosso do Sul, os trabalhos de plantio já foram concluídos. Pesquisadores destacam que a disponibilidade adequada de umidade no solo é um fator importante para o desenvolvimento inicial das lavouras, favorecendo o estabelecimento das plantas e proporcionando melhores condições para a safra. No Paraná, um dos principais produtores nacionais do cereal, o avanço é ainda mais expressivo. Segundo informações da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab/Deral), 67% da área destinada ao trigo já havia sido semeada até o início de junho, com diversas regiões do estado já tendo finalizado esta etapa. Já no Rio Grande do Sul, o plantio ocorre de forma mais gradual. Conforme a Emater/RS, a evolução dos trabalhos depende das condições de umidade do solo, que determinam a entrada das máquinas nas áreas de cultivo. Levantamento da Conab indicava que, até 29 de maio, cerca de 9% da área prevista para a cultura já havia sido implantada no estado. Com boa parte da semeadura ainda em andamento no país, produtores seguem atentos às condições climáticas, especialmente à manutenção da umidade adequada no solo, fator considerado essencial para o desenvolvimento inicial das lavouras e para o potencial produtivo da safra. Fonte: Agrolink (reportagem de Aline Merladete, publicada em 09/06/2026). Foto: CANVA

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31/03/2026

Safra começa com menos pinhão no RS

A temporada do pinhão tem início nesta quarta-feira (1º/04) no Rio Grande do Sul, conforme Lei Estadual (Nº 15.915, de 22/12/22), que autoriza a colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente a partir desta data. Na Serra, principal produtora, a Emater/RS-Ascar projeta uma safra menor do que a do ano passado, e um preço um pouco superior. Produto ligado à cultura e tradição da região, o pinhão tem um papel importante na composição da renda ou até mesmo no sustento das famílias que se dedicam ao seu extrativismo. A engenheira florestal da Emater/RS-Ascar Regional de Caxias do Sul, Adelaide Juvena Kegler Ramos, explica que a lei visa assegurar a proteção da Araucária e da fauna associada, e conciliar a geração de renda das famílias envolvidas na cadeia produtiva do pinhão. Por ser uma espécie ameaçada de extinção, também é vedado o corte de Araucária nativa, que produz pinhas, durante os meses de abril, maio e junho. A Serra Gaúcha, a região das Hortênsias e especialmente os Campos de Cima da Serra se caracterizam como os maiores produtores de pinhão do Estado. Na safra 2025, foram colhidas em torno de 600 toneladas de pinhão. A previsão para este ano, porém, é de que a haja uma redução na colheita na maioria dos municípios da região. "As estimativas, baseadas nos estudos realizados pelos extensionistas em campo, com os extrativistas e entidades relacionadas à atividade, apresentam variações significativas entre os municípios. Portanto, é essencial aferir a informação com o avanço na colheita", esclarece Adelaide. A expectativa é de uma diminuição na colheita, em percentuais que variam de 12,5% a 60%. Em contrapartida, em alguns municípios, como Caxias do Sul, prevê-se a manutenção dos índices da colheita anterior e, em Canela, um crescimento na produção de até 100% em relação à safra anterior. "A redução na safra se deve principalmente às condições climáticas durante o período de reprodução e crescimento do pinhão: secas recorrentes nos últimos anos e chuvas abundantes no final do inverno e início da primavera, juntamente com a alternância de produção, que é uma característica da espécie. As oscilações de produção da Araucária angustifólia são cíclicas. Como planta nativa, a espécie apresenta variações de produtividade, em média, a cada três anos", afirma a engenheira florestal. Diferenças entre os municípios Normalmente, em anos de colheitas regulares, um dos maiores produtores é São Francisco de Paula, com uma produção anual estimada em 120 toneladas em safra normal. Para este ano, a produção prevista é de cerca de 40 toneladas, ou seja, uma redução de mais de 60% em relação à safra anterior. O município conta com cerca de 160 famílias da agricultura familiar envolvidas na atividade de coleta e extração do pinhão. Já Muitos Capões e Jaquirana, municípios com 70 e 160 famílias envolvidas na atividade, respectivamente, estimam ambos produção de 120 t, o que representa uma redução de 20% em relação à última safra. Cambará do Sul, com cem famílias envolvidas na atividade, apresenta uma estimativa aproximada de produção de 36 toneladas, 40% inferior à safra do ano passado; Bom Jesus, com previsão de colheita de aproximadas 35 t, envolvendo 120 famílias, prevê uma redução na produção de cerca de 30%; já São José dos Ausentes, com uma produção estimada de 30 t e 90 famílias envolvidas, estima uma diminuição de 50% na produção. Em Monte Alegre dos Campos, Pinhal da Serra, Esmeralda e Vacaria, a atividade também é significativa. O pinhão tem destaque ainda nos municípios de Gramado, Canela e Nova Petrópolis, onde faz parte da cadeia do turismo. Devido à natureza predominantemente informal da atividade, não é possível estimar com precisão o número de famílias envolvidas e a quantidade produzida. Desenvolvimento e estado fitossanitário Na região da Serra, as variedades mais precoces estão em fase de maturação e debulha, e as mais tardias em desenvolvimento da semente. As pinhas e os pinhões apresentam boa qualidade e sanidade e pinhões e pinhas com tamanhos reduzidos comparativamente ao normal, em função da ocorrência de estiagens prolongadas. Toda a colheita é manual e a cadeia produtiva apresenta poucas iniciativas de beneficiamento, industrialização e armazenamento, concentrando-se a comercialização no período que vai de abril a junho, podendo estender-se até agosto em regiões com variedades tardias. Pinhão em outras regiões Na região de Passo Fundo, a safra está iniciando com normalidade de produção, com pinhas e pinhões bem formados. A colheita estimada a partir desta quarta-feira (01/04) é de 130 toneladas. Os municípios que se destacam na produção de pinhão são Barracão, Caseiros, Capão Bonito do Sul, Mato Castelhano, Água Santa e Lagoa Vermelha. Em maio, Barracão realizará a 12ª Festa do Pinhão e 13ª Expofeira (29 a 31/05), no espaço de eventos, ao lado do Ginásio Municipal de Exportes Arlindo Gradin. Os eventos integram a programação alusiva aos 62 anos de emancipação político-administrativa do município. Na região de Soledade, já tem pinhão maduro para ser comercializado na semana da Páscoa, quando inicia o período legal de colheita. Cerca de 140 famílias produtoras esperam colher, nesta safra cem toneladas de pinhão. Para o extensionista e engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Vivairo Zago, o pinhão remete ao clima frio para ter consumo. "O frio é um estímulo para consumirmos pinhão", diz. Nesse período inicial da safra, o preço do quilo do pinhão para o produtor é de R$ 6,00 a R$ 8,00. Já para o consumidor, os preços variam de R$ 12,00 a R$ 15,00 o quilo. Segundo Zago, a safra deste ano na região está muito variada e "deverá ser como a do ano passado, nem com excesso de produção, nem com alta ou baixa produtividade, mas uma safra normal". No caso do município de Fontoura Xavier, principal produtor de pinhão na região, Zago destaca a tradicional comercialização nas tendas da BR 386, tanto "in natura" como cozido, como forma de agregar valor. "Esse tipo comercialização tem grande importância socioeconômica para o município, que projeta uma produção de 50 toneladas de pinhão, colhidas por 70 famílias", cita. Já em Passa Sete, segundo maior produtor da região, estão previstas 12 toneladas por pinhão, por 20 famílias produtoras. Os demais municípios na região são Boqueirão do Leão, Gramado Xavier, São José do Herval, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Herveiras e Barros Cassal, com 45 produtores e previsão de 35 toneladas. "Muitos produtores só fazem coleta, já outros são produtores realmente, que têm áreas de produção, mas a grande maioria faz só coleta. São famílias que têm outras atividades ao longo do ano e aproveitam essa ocasião para ganhar um dinheiro extra com a venda do pinhão", analisa Zago. A safra vai até final de julho e início de agosto, conforme as linhagens e variedades de araucárias, das mais precoces às tardias, como a espécie conhecida na região como "macaco". Comercialização e precificação As estimativas de preços variam conforme o município e a modalidade de comercialização, feita praticamente toda de forma informal e "in natura". Na Serra, o valor parte de R$ 5,00 ao quilo, no caso de produto entregue aos intermediários, até R$ 16,00 em supermercados, feiras e outros. O beneficiamento da semente na forma de pinhão moído ou de paçoca agrega valor ao produto, que chega a R$ 20,00 ou R$ 30,00 o quilo. O preço mínimo pago para o extrativista de pinhão neste ano, conforme a Portaria do Mapa (nº 868, de 01/12/25), é de R$ 4,63/Kg. Por Adriane Bertoglio Rodrigues e Rejane Paludo/Ascom Emater/RS-Ascar

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15/04/2026

15 de abril – Dia Nacional da Conservação do Solo

O solo é, muitas vezes, invisível aos olhos apressados do dia a dia. Pisado, cultivado, transformado — quase nunca lembrado. Mas é nele que começa silenciosamente a vida, a produção de alimentos, a segurança hídrica, a biodiversidade e o futuro das próximas gerações. O Dia Nacional da Conservação do Solo, celebrado hoje, 15 de abril, convida à pausa e à reflexão. A data foi escolhida em homenagem a Hugh Hammond Bennett (15/04/1881 – 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos e primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Bennett foi um dos pioneiros a demonstrar que o solo não é apenas substrato, mas um patrimônio vivo, finito e estratégico para as nações. No Brasil, essa consciência foi institucionalizada pelo Decreto-Lei nº 7.876, de 13 de novembro de 1989, como uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reconhecendo que conservar o solo é condição essencial para produzir, proteger o ambiente e sustentar a economia agropecuária no longo prazo. Em um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, de estiagens prolongadas e chuvas intensas, a conservação do solo deixa de ser uma escolha técnica: torna-se uma estratégia de resiliência, adaptação e sobrevivência. Cada centímetro de solo perdido por erosão leva séculos para ser recomposto. Cada área bem manejada, por outro lado, é um legado. É nesse contexto que a política pública ganha centralidade. O Plano ABC+ RS – Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (2020–2030) representa um compromisso concreto do setor agropecuário do Rio Grande do Sul com a conservação do solo, da água e do clima. O plano incentiva a adoção de 10 Sistemas, Práticas, Produtos e Processos de Produção Sustentáveis (SPSABC), cientificamente validados, que promovem aumento da produtividade com conservação dos recursos naturais: Sistema Plantio Direto (grãos e hortaliças) Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e Sistemas Agroflorestais Práticas de Recuperação de Pastagens Degradadas Florestas Plantadas Bioinsumos Sistemas Irrigados Manejo de Resíduos da Produção Animal Terminação Intensiva Os resultados já alcançados no estado demonstram que conservar o solo é possível, viável e escalável. Entre 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul atingiu 1,52 milhão de hectares com adoção de tecnologias do Plano ABC+, chegando à metade do ciclo do plano antes de 2030. Destacam-se: 691 mil hectares em Sistema Plantio Direto, superando a meta prevista para o período; 454 mil hectares em Sistemas de Integração Lavoura‑Pecuária‑Floresta (ILPF); 260 mil hectares com recuperação de pastagens degradadas, áreas onde o solo volta a cumprir seu papel produtivo e ambiental. Esses números representam mais do que estatísticas. Representam produtores que decidiram cuidar da terra, técnicos que orientaram, pesquisadores que geraram conhecimento e uma política pública que conecta ciência, campo e sociedade. Neste 15 de abril, celebrar o solo é reafirmar um princípio simples e profundo: não existe produção sem conservação. Cuidar do solo hoje é garantir alimento, renda, água e equilíbrio climático amanhã. Que esta data nos lembre: o solo não pertence apenas à geração atual — ele precisa ser cuidado hoje para garantir o futuro das próximas. E que o Rio Grande do Sul segue mostrando que é possível produzir com responsabilidade, ciência e compromisso com o futuro. Por Jackson Brilhante/Pesquisador DDPA/Seapi e coordenador do Plano ABC+/RS

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23/04/2026

Colheita do arroz se aproxima dos 88% da área semeada no Estado

A colheita de arroz atingiu 87,45% da área semeada no Rio Grande do Sul. Os dados são do levantamento realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgados nesta quinta-feira (23/4). Esse percentual representa 780.098 hectares (ha) colhidos, de um total de 891.908 hectares destinados à cultura da safra de arroz 2025/2026. A Planície Costeira Externa e a Zona Sul são as regionais com os maiores percentuais de área colhida e mais próximas do encerramento da colheita, com 95,76% e 91,10% respectivamente. A Planície Costeira Interna contabiliza 88,99%, seguida pela Campanha com 83,22%, Fronteira Oeste com 88,13%, e Região Central com 76,52%. Para o coordenador regional da Planície Costeira Externa/Irga, Vagner Martini, "a evolução da colheita continua mantendo ritmo mais lento, conforme já observado em levantamentos anteriores," destaca o coordenador. Por Fabrízio Fernández/Ascom Seapi

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08/01/2026

Chuvas favorecem desenvolvimento do milho no RS

As condições climáticas das últimas semanas foram benéficas para a cultura do milho no Rio Grande do Sul, em função do bom volume de chuvas e das temperaturas adequadas. Houve recuperação parcial da produtividade em áreas atingidas pela estiagem do final de novembro e dezembro, e as lavouras irrigadas demonstram excelente desenvolvimento, com expectativas de alta produtividade. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (08/01), as áreas de milho plantadas mais tardiamente, que não estavam em estágio crítico durante o período de tempo seco, também se desenvolvem bem. Atualmente 93% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para o milho, que é de 785.030 hectares, foi semeada, estando a maior parte em enchimento de grãos. Apesar de benéficas para o desenvolvimento das lavouras de milho, as chuvas das últimas semanas favoreceram a incidência de fungos e bacterioses, exigindo atenção dos produtores, assim como para a presença de cigarrinha-do-milho. Há incidência expressiva desse inseto em vários pontos do Estado, mas não há relatos de enfezamento relevante. A área semeada no Estado chega a 85%, e a maior parte dos cultivos se encontra em enchimento de grãos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, a colheita do milho já foi iniciada e alcança 10% dos 22.000 hectares cultivados. Relatos iniciais indicam boa produtividade para essas lavouras implantadas no início de agosto. Já na região de Ijuí, as condições climáticas têm favorecido a fase de enchimento, mesmo após a redução no número de grãos por espiga, causada pela falta de chuva em final de novembro e início de dezembro nas áreas de sequeiro. Nas lavouras irrigadas, que estão em fase de enchimento, observa-se produtividade média de 15.000 kg/ha, consideradas de alto potencial produtivo. Para esta safra no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média de 7.370 kg/ha. Milho Silagem - As lavouras de milho silagem apresentam condições satisfatórias, e a expectativa é de bom rendimento por todo o Estado. As chuvas do último período ajudaram na recuperação parcial de áreas afetadas pela baixa precipitação no final de novembro e início de dezembro. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada de milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, muitas lavouras exibem elevado potencial produtivo. A estiagem das semanas anteriores reduziu o rendimento em algumas áreas, na sua maioria destinadas à silagem para rebanhos leiteiros, mas tais perdas estão restritas a pontos localizados. Nas áreas pouco afetadas, mantém-se a expectativa de boa produtividade, estimada de 45 a 50 t/ha. Na região de Ijuí, os produtores realizam a colheita e armazenam a cultura em silos; há boa proporção de grãos na silagem. Entretanto, em algumas áreas, a falta de chuvas, durante o período de enchimento de grãos, reduziu o potencial produtivo. Por Adriane Bertoglio Rodrigues/Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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