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19/06/2026

DICAS DO QUE PLANTAR EM JUNHO: Confira as principais culturas indicadas para o inverno no Sul do Brasil

Com a chegada das temperaturas mais baixas, junho marca uma importante fase de plantio para diversas culturas agrícolas na Região Sul do Brasil. O período é favorável para espécies adaptadas ao clima mais frio, permitindo que produtores aproveitem as condições típicas do inverno para obter bons resultados no campo. Entre as principais opções para plantio neste mês estão as hortaliças de inverno, como alface, rúcula, couve, espinafre, acelga, repolho, brócolis e couve-flor. Essas culturas costumam apresentar bom desenvolvimento em temperaturas amenas e possuem forte demanda no mercado. No setor de grãos, o trigo segue como uma das principais apostas dos produtores gaúchos, catarinenses e paranaenses. Além dele, culturas como aveia, cevada e centeio também ganham espaço durante esta época do ano, especialmente para produção de grãos e cobertura de solo. Para os produtores de forragem, junho é um período estratégico para o estabelecimento de pastagens de inverno, como azevém, aveia forrageira e trevos, fundamentais para garantir alimentação de qualidade ao rebanho nos meses mais frios. Já nas hortas domésticas e pequenas propriedades, também é uma excelente época para o cultivo de cenoura, beterraba, ervilha, alho, cebola e salsinha, espécies que se adaptam bem ao clima típico da estação. Antes do plantio, especialistas recomendam atenção à análise do solo, ao planejamento da irrigação e ao monitoramento das condições climáticas, fatores que contribuem diretamente para a produtividade e a qualidade da colheita. Com planejamento e escolha adequada das culturas, o inverno pode representar excelentes oportunidades para produtores rurais da Região Sul ampliarem sua produção e diversificarem suas atividades. Redação AgroLince

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19/06/2026

Preço da carne de frango sobe em junho mesmo com produção recorde no Brasil

Os preços da carne de frango seguem em alta desde o início de junho, inclusive neste começo de segunda quinzena, período em que tradicionalmente a demanda tende a perder força. A valorização foi observada em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos, o movimento é resultado da recuperação gradual da demanda e de uma oferta interna ajustada, fatores que têm sustentado os preços do setor. Apesar da alta nas cotações, a produção brasileira de carne de frango alcançou um novo recorde para o primeiro trimestre do ano. Dados divulgados pelo IBGE mostram que, entre janeiro e março de 2026, foram produzidas 3,734 milhões de toneladas de carne de frango, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa crescimento de 2,2% em relação ao último trimestre de 2025 e avanço de 6,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quando a produção somou 3,492 milhões de toneladas. O desempenho reforça a força da avicultura brasileira, que segue ampliando sua produção enquanto acompanha a recuperação da demanda no mercado interno. Fonte: Cepea/USP e IBGE.

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19/06/2026

Produção de ovos recua no início de 2026 e preços registram alta no mercado brasileiro

A produção brasileira de ovos para consumo apresentou leve queda no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE e analisados pelo Cepea. Entre janeiro e março deste ano, foram produzidas 995,5 milhões de dúzias de ovos no país, volume 0,5% menor em comparação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o último trimestre do ano passado, a redução foi de 3,8%. De acordo com o Cepea, a menor oferta de ovos no mercado interno contribuiu para a valorização dos preços no período. Os ovos brancos tipo extra registraram média de R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias em Bastos (SP), representando alta real de 8,7% em relação ao trimestre anterior. Já os ovos vermelhos apresentaram valorização ainda maior, com aumento real de 11,5%, alcançando média de R$ 167,04 por caixa na mesma região. O cenário reflete o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado, com a redução da produção influenciando diretamente os preços pagos pelos consumidores e pelo setor de comercialização. Fonte: Cepea/USP e IBGE.

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18/06/2026

Brasil amplia exportações agropecuárias com novas aberturas de mercado na China e no Panamá

O agronegócio brasileiro conquistou novas oportunidades no mercado internacional após a conclusão de negociações que autorizam a exportação de produtos para a China e o Panamá. No mercado chinês, foi aprovada a importação de polpas de frutas e frutas congeladas produzidas no Brasil, ampliando as possibilidades de comercialização e agregação de valor para o setor da fruticultura nacional. Já o Panamá autorizou a entrada de sementes de coco e sementes de café brasileiras, fortalecendo a presença do agro nacional em um mercado que já importa diversos produtos do Brasil. Com essas novas conquistas, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 642 aberturas de mercado desde 2023, ampliando o acesso dos produtos nacionais a diferentes países e reforçando a competitividade do setor no comércio internacional. Fonte: Agrolink – Seane Lennon (18/06/2026).

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10/06/2026

Governo Federal deve adiar novas regras para comercialização de morangos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deverá prorrogar por mais 60 dias o prazo para a entrada em vigor das novas regras de classificação, embalagem e rotulagem de morangos previstas na Portaria nº 1.271/2025. A medida atende a pedidos de entidades e representantes do setor produtivo, que demonstraram preocupação com os impactos das exigências sobre os agricultores. A informação foi confirmada aos deputados Heitor Schuch e Elton Weber, que participaram das articulações em busca do adiamento da norma. A expectativa é que a portaria oficializando a prorrogação seja publicada nos próximos dias. As novas regras seguem padrões adotados pelo Mercosul e estabelecem critérios específicos para a comercialização da fruta. No entanto, produtores apontam dificuldades para adequação às exigências, além de aumento dos custos operacionais, maior burocracia e possíveis perdas na produção. Representantes do setor defendem que o período adicional seja utilizado para ampliar o diálogo entre o governo federal e os agricultores, especialmente os ligados à agricultura familiar, segmento que concentra parte significativa da produção de morangos no Rio Grande do Sul. Segundo os parlamentares envolvidos nas negociações, o adiamento oferece mais tempo para esclarecimentos e para a construção de alternativas que considerem a realidade dos produtores rurais. A expectativa é de que, durante o período de prorrogação, sejam realizadas novas discussões sobre a aplicação das exigências, buscando garantir a adequação das normas sem comprometer a atividade produtiva e a comercialização da fruta. Fonte: Fato Novo Foto: Canva

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09/06/2026

Rio Grande do Sul registra primeiros casos de greening em citros

O Rio Grande do Sul confirmou os primeiros casos de greening (HLB), considerada uma das doenças mais graves da citricultura mundial. A ocorrência foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A confirmação foi realizada após análises laboratoriais da rede oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Após a detecção, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul iniciaram ações de monitoramento e contenção na região. Segundo os órgãos responsáveis, a propriedade possui cerca de 20 mudas de citros. Como medida preventiva, as plantas contaminadas serão erradicadas e haverá controle intensivo do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora da doença. A principal suspeita é de que a contaminação tenha ocorrido por meio da utilização de mudas adquiridas sem a devida certificação sanitária. As autoridades reforçam a importância da compra de mudas produzidas conforme as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura. De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, as equipes de fiscalização e vigilância estão atuando não apenas no local onde o foco foi identificado, mas também em áreas vizinhas, especialmente em regiões com produção comercial de citros. Apesar da confirmação da doença, o governo estadual destaca que o caso foi registrado em uma área sem grande concentração de pomares comerciais, o que pode contribuir para o controle da disseminação. O greening não oferece riscos à saúde humana, mas causa sérios prejuízos à produção citrícola. Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, a produção de frutos deformados e de menor qualidade, redução da produtividade e, em casos mais avançados, a morte das plantas. Nos últimos meses, o Rio Grande do Sul vinha realizando um amplo trabalho de monitoramento. Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas centenas de armadilhas em dezenas de municípios para detectar a presença do inseto transmissor da doença. Além disso, inspeções frequentes em pomares comerciais e domésticos vêm sendo realizadas como parte das ações preventivas. As autoridades reforçam que a colaboração dos produtores é fundamental para evitar a propagação da doença, especialmente por meio da utilização de mudas certificadas e da comunicação imediata de sintomas suspeitos aos órgãos de defesa sanitária vegetal. Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS).

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09/06/2026

União Europeia confirma restrição à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu a partir de 3 de setembro de 2026. A medida afeta principalmente as exportações de carne bovina e de frango, além de produtos como pescado e mel. Segundo o regulamento publicado pela Comissão Europeia, o Brasil não apresentou comprovações consideradas suficientes para demonstrar o cumprimento das exigências relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As normas europeias proíbem a utilização de determinados medicamentos veterinários para promover crescimento ou aumento de produtividade dos animais, bem como o uso de substâncias consideradas importantes para o tratamento de infecções em humanos. De acordo com o documento, a decisão não está relacionada à identificação de problemas sanitários ou contaminações em produtos brasileiros, mas sim à falta de garantias formais sobre a aplicação das exigências estabelecidas pelo bloco. Enquanto o Brasil perdeu a habilitação para exportar esses produtos ao mercado europeu, outros países mantiveram ou conquistaram autorização após apresentarem documentação considerada adequada pelas autoridades da União Europeia. O tema tem gerado preocupação entre representantes do setor agropecuário brasileiro, especialmente em relação à carne bovina, considerada uma das principais cadeias afetadas pela medida. O governo brasileiro segue buscando alternativas e negociações para reverter a decisão antes da entrada em vigor das restrições. Além da União Europeia, o Reino Unido também deverá adotar requisitos semelhantes para a importação de produtos de origem animal, ampliando os desafios para os exportadores brasileiros. Especialistas do setor avaliam que a adequação aos novos critérios internacionais será fundamental para preservar o acesso aos mercados externos e garantir a competitividade da produção nacional. Fonte: Folha de S.Paulo (06/06/2026) e Globo Rural (05/06/2026).

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09/06/2026

Plantio de trigo avança no Brasil com boas condições de umidade no solo

A semeadura do trigo segue avançando de forma positiva nas principais regiões produtoras do Brasil. As condições climáticas favoráveis e a boa umidade do solo têm contribuído para o andamento dos trabalhos no campo e para uma germinação mais uniforme das sementes. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que, até o dia 1º de junho, 41,1% da área prevista para o cultivo de trigo no país já havia sido semeada. Em alguns estados, como São Paulo e Mato Grosso do Sul, os trabalhos de plantio já foram concluídos. Pesquisadores destacam que a disponibilidade adequada de umidade no solo é um fator importante para o desenvolvimento inicial das lavouras, favorecendo o estabelecimento das plantas e proporcionando melhores condições para a safra. No Paraná, um dos principais produtores nacionais do cereal, o avanço é ainda mais expressivo. Segundo informações da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab/Deral), 67% da área destinada ao trigo já havia sido semeada até o início de junho, com diversas regiões do estado já tendo finalizado esta etapa. Já no Rio Grande do Sul, o plantio ocorre de forma mais gradual. Conforme a Emater/RS, a evolução dos trabalhos depende das condições de umidade do solo, que determinam a entrada das máquinas nas áreas de cultivo. Levantamento da Conab indicava que, até 29 de maio, cerca de 9% da área prevista para a cultura já havia sido implantada no estado. Com boa parte da semeadura ainda em andamento no país, produtores seguem atentos às condições climáticas, especialmente à manutenção da umidade adequada no solo, fator considerado essencial para o desenvolvimento inicial das lavouras e para o potencial produtivo da safra. Fonte: Agrolink (reportagem de Aline Merladete, publicada em 09/06/2026). Foto: CANVA

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31/03/2026

Safra começa com menos pinhão no RS

A temporada do pinhão tem início nesta quarta-feira (1º/04) no Rio Grande do Sul, conforme Lei Estadual (Nº 15.915, de 22/12/22), que autoriza a colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente a partir desta data. Na Serra, principal produtora, a Emater/RS-Ascar projeta uma safra menor do que a do ano passado, e um preço um pouco superior. Produto ligado à cultura e tradição da região, o pinhão tem um papel importante na composição da renda ou até mesmo no sustento das famílias que se dedicam ao seu extrativismo. A engenheira florestal da Emater/RS-Ascar Regional de Caxias do Sul, Adelaide Juvena Kegler Ramos, explica que a lei visa assegurar a proteção da Araucária e da fauna associada, e conciliar a geração de renda das famílias envolvidas na cadeia produtiva do pinhão. Por ser uma espécie ameaçada de extinção, também é vedado o corte de Araucária nativa, que produz pinhas, durante os meses de abril, maio e junho. A Serra Gaúcha, a região das Hortênsias e especialmente os Campos de Cima da Serra se caracterizam como os maiores produtores de pinhão do Estado. Na safra 2025, foram colhidas em torno de 600 toneladas de pinhão. A previsão para este ano, porém, é de que a haja uma redução na colheita na maioria dos municípios da região. "As estimativas, baseadas nos estudos realizados pelos extensionistas em campo, com os extrativistas e entidades relacionadas à atividade, apresentam variações significativas entre os municípios. Portanto, é essencial aferir a informação com o avanço na colheita", esclarece Adelaide. A expectativa é de uma diminuição na colheita, em percentuais que variam de 12,5% a 60%. Em contrapartida, em alguns municípios, como Caxias do Sul, prevê-se a manutenção dos índices da colheita anterior e, em Canela, um crescimento na produção de até 100% em relação à safra anterior. "A redução na safra se deve principalmente às condições climáticas durante o período de reprodução e crescimento do pinhão: secas recorrentes nos últimos anos e chuvas abundantes no final do inverno e início da primavera, juntamente com a alternância de produção, que é uma característica da espécie. As oscilações de produção da Araucária angustifólia são cíclicas. Como planta nativa, a espécie apresenta variações de produtividade, em média, a cada três anos", afirma a engenheira florestal. Diferenças entre os municípios Normalmente, em anos de colheitas regulares, um dos maiores produtores é São Francisco de Paula, com uma produção anual estimada em 120 toneladas em safra normal. Para este ano, a produção prevista é de cerca de 40 toneladas, ou seja, uma redução de mais de 60% em relação à safra anterior. O município conta com cerca de 160 famílias da agricultura familiar envolvidas na atividade de coleta e extração do pinhão. Já Muitos Capões e Jaquirana, municípios com 70 e 160 famílias envolvidas na atividade, respectivamente, estimam ambos produção de 120 t, o que representa uma redução de 20% em relação à última safra. Cambará do Sul, com cem famílias envolvidas na atividade, apresenta uma estimativa aproximada de produção de 36 toneladas, 40% inferior à safra do ano passado; Bom Jesus, com previsão de colheita de aproximadas 35 t, envolvendo 120 famílias, prevê uma redução na produção de cerca de 30%; já São José dos Ausentes, com uma produção estimada de 30 t e 90 famílias envolvidas, estima uma diminuição de 50% na produção. Em Monte Alegre dos Campos, Pinhal da Serra, Esmeralda e Vacaria, a atividade também é significativa. O pinhão tem destaque ainda nos municípios de Gramado, Canela e Nova Petrópolis, onde faz parte da cadeia do turismo. Devido à natureza predominantemente informal da atividade, não é possível estimar com precisão o número de famílias envolvidas e a quantidade produzida. Desenvolvimento e estado fitossanitário Na região da Serra, as variedades mais precoces estão em fase de maturação e debulha, e as mais tardias em desenvolvimento da semente. As pinhas e os pinhões apresentam boa qualidade e sanidade e pinhões e pinhas com tamanhos reduzidos comparativamente ao normal, em função da ocorrência de estiagens prolongadas. Toda a colheita é manual e a cadeia produtiva apresenta poucas iniciativas de beneficiamento, industrialização e armazenamento, concentrando-se a comercialização no período que vai de abril a junho, podendo estender-se até agosto em regiões com variedades tardias. Pinhão em outras regiões Na região de Passo Fundo, a safra está iniciando com normalidade de produção, com pinhas e pinhões bem formados. A colheita estimada a partir desta quarta-feira (01/04) é de 130 toneladas. Os municípios que se destacam na produção de pinhão são Barracão, Caseiros, Capão Bonito do Sul, Mato Castelhano, Água Santa e Lagoa Vermelha. Em maio, Barracão realizará a 12ª Festa do Pinhão e 13ª Expofeira (29 a 31/05), no espaço de eventos, ao lado do Ginásio Municipal de Exportes Arlindo Gradin. Os eventos integram a programação alusiva aos 62 anos de emancipação político-administrativa do município. Na região de Soledade, já tem pinhão maduro para ser comercializado na semana da Páscoa, quando inicia o período legal de colheita. Cerca de 140 famílias produtoras esperam colher, nesta safra cem toneladas de pinhão. Para o extensionista e engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Vivairo Zago, o pinhão remete ao clima frio para ter consumo. "O frio é um estímulo para consumirmos pinhão", diz. Nesse período inicial da safra, o preço do quilo do pinhão para o produtor é de R$ 6,00 a R$ 8,00. Já para o consumidor, os preços variam de R$ 12,00 a R$ 15,00 o quilo. Segundo Zago, a safra deste ano na região está muito variada e "deverá ser como a do ano passado, nem com excesso de produção, nem com alta ou baixa produtividade, mas uma safra normal". No caso do município de Fontoura Xavier, principal produtor de pinhão na região, Zago destaca a tradicional comercialização nas tendas da BR 386, tanto "in natura" como cozido, como forma de agregar valor. "Esse tipo comercialização tem grande importância socioeconômica para o município, que projeta uma produção de 50 toneladas de pinhão, colhidas por 70 famílias", cita. Já em Passa Sete, segundo maior produtor da região, estão previstas 12 toneladas por pinhão, por 20 famílias produtoras. Os demais municípios na região são Boqueirão do Leão, Gramado Xavier, São José do Herval, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Herveiras e Barros Cassal, com 45 produtores e previsão de 35 toneladas. "Muitos produtores só fazem coleta, já outros são produtores realmente, que têm áreas de produção, mas a grande maioria faz só coleta. São famílias que têm outras atividades ao longo do ano e aproveitam essa ocasião para ganhar um dinheiro extra com a venda do pinhão", analisa Zago. A safra vai até final de julho e início de agosto, conforme as linhagens e variedades de araucárias, das mais precoces às tardias, como a espécie conhecida na região como "macaco". Comercialização e precificação As estimativas de preços variam conforme o município e a modalidade de comercialização, feita praticamente toda de forma informal e "in natura". Na Serra, o valor parte de R$ 5,00 ao quilo, no caso de produto entregue aos intermediários, até R$ 16,00 em supermercados, feiras e outros. O beneficiamento da semente na forma de pinhão moído ou de paçoca agrega valor ao produto, que chega a R$ 20,00 ou R$ 30,00 o quilo. O preço mínimo pago para o extrativista de pinhão neste ano, conforme a Portaria do Mapa (nº 868, de 01/12/25), é de R$ 4,63/Kg. Por Adriane Bertoglio Rodrigues e Rejane Paludo/Ascom Emater/RS-Ascar

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15/04/2026

15 de abril – Dia Nacional da Conservação do Solo

O solo é, muitas vezes, invisível aos olhos apressados do dia a dia. Pisado, cultivado, transformado — quase nunca lembrado. Mas é nele que começa silenciosamente a vida, a produção de alimentos, a segurança hídrica, a biodiversidade e o futuro das próximas gerações. O Dia Nacional da Conservação do Solo, celebrado hoje, 15 de abril, convida à pausa e à reflexão. A data foi escolhida em homenagem a Hugh Hammond Bennett (15/04/1881 – 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos e primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Bennett foi um dos pioneiros a demonstrar que o solo não é apenas substrato, mas um patrimônio vivo, finito e estratégico para as nações. No Brasil, essa consciência foi institucionalizada pelo Decreto-Lei nº 7.876, de 13 de novembro de 1989, como uma iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reconhecendo que conservar o solo é condição essencial para produzir, proteger o ambiente e sustentar a economia agropecuária no longo prazo. Em um cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, de estiagens prolongadas e chuvas intensas, a conservação do solo deixa de ser uma escolha técnica: torna-se uma estratégia de resiliência, adaptação e sobrevivência. Cada centímetro de solo perdido por erosão leva séculos para ser recomposto. Cada área bem manejada, por outro lado, é um legado. É nesse contexto que a política pública ganha centralidade. O Plano ABC+ RS – Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (2020–2030) representa um compromisso concreto do setor agropecuário do Rio Grande do Sul com a conservação do solo, da água e do clima. O plano incentiva a adoção de 10 Sistemas, Práticas, Produtos e Processos de Produção Sustentáveis (SPSABC), cientificamente validados, que promovem aumento da produtividade com conservação dos recursos naturais: Sistema Plantio Direto (grãos e hortaliças) Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e Sistemas Agroflorestais Práticas de Recuperação de Pastagens Degradadas Florestas Plantadas Bioinsumos Sistemas Irrigados Manejo de Resíduos da Produção Animal Terminação Intensiva Os resultados já alcançados no estado demonstram que conservar o solo é possível, viável e escalável. Entre 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul atingiu 1,52 milhão de hectares com adoção de tecnologias do Plano ABC+, chegando à metade do ciclo do plano antes de 2030. Destacam-se: 691 mil hectares em Sistema Plantio Direto, superando a meta prevista para o período; 454 mil hectares em Sistemas de Integração Lavoura‑Pecuária‑Floresta (ILPF); 260 mil hectares com recuperação de pastagens degradadas, áreas onde o solo volta a cumprir seu papel produtivo e ambiental. Esses números representam mais do que estatísticas. Representam produtores que decidiram cuidar da terra, técnicos que orientaram, pesquisadores que geraram conhecimento e uma política pública que conecta ciência, campo e sociedade. Neste 15 de abril, celebrar o solo é reafirmar um princípio simples e profundo: não existe produção sem conservação. Cuidar do solo hoje é garantir alimento, renda, água e equilíbrio climático amanhã. Que esta data nos lembre: o solo não pertence apenas à geração atual — ele precisa ser cuidado hoje para garantir o futuro das próximas. E que o Rio Grande do Sul segue mostrando que é possível produzir com responsabilidade, ciência e compromisso com o futuro. Por Jackson Brilhante/Pesquisador DDPA/Seapi e coordenador do Plano ABC+/RS

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23/04/2026

Colheita do arroz se aproxima dos 88% da área semeada no Estado

A colheita de arroz atingiu 87,45% da área semeada no Rio Grande do Sul. Os dados são do levantamento realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgados nesta quinta-feira (23/4). Esse percentual representa 780.098 hectares (ha) colhidos, de um total de 891.908 hectares destinados à cultura da safra de arroz 2025/2026. A Planície Costeira Externa e a Zona Sul são as regionais com os maiores percentuais de área colhida e mais próximas do encerramento da colheita, com 95,76% e 91,10% respectivamente. A Planície Costeira Interna contabiliza 88,99%, seguida pela Campanha com 83,22%, Fronteira Oeste com 88,13%, e Região Central com 76,52%. Para o coordenador regional da Planície Costeira Externa/Irga, Vagner Martini, "a evolução da colheita continua mantendo ritmo mais lento, conforme já observado em levantamentos anteriores," destaca o coordenador. Por Fabrízio Fernández/Ascom Seapi

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08/01/2026

Chuvas favorecem desenvolvimento do milho no RS

As condições climáticas das últimas semanas foram benéficas para a cultura do milho no Rio Grande do Sul, em função do bom volume de chuvas e das temperaturas adequadas. Houve recuperação parcial da produtividade em áreas atingidas pela estiagem do final de novembro e dezembro, e as lavouras irrigadas demonstram excelente desenvolvimento, com expectativas de alta produtividade. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (08/01), as áreas de milho plantadas mais tardiamente, que não estavam em estágio crítico durante o período de tempo seco, também se desenvolvem bem. Atualmente 93% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para o milho, que é de 785.030 hectares, foi semeada, estando a maior parte em enchimento de grãos. Apesar de benéficas para o desenvolvimento das lavouras de milho, as chuvas das últimas semanas favoreceram a incidência de fungos e bacterioses, exigindo atenção dos produtores, assim como para a presença de cigarrinha-do-milho. Há incidência expressiva desse inseto em vários pontos do Estado, mas não há relatos de enfezamento relevante. A área semeada no Estado chega a 85%, e a maior parte dos cultivos se encontra em enchimento de grãos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, a colheita do milho já foi iniciada e alcança 10% dos 22.000 hectares cultivados. Relatos iniciais indicam boa produtividade para essas lavouras implantadas no início de agosto. Já na região de Ijuí, as condições climáticas têm favorecido a fase de enchimento, mesmo após a redução no número de grãos por espiga, causada pela falta de chuva em final de novembro e início de dezembro nas áreas de sequeiro. Nas lavouras irrigadas, que estão em fase de enchimento, observa-se produtividade média de 15.000 kg/ha, consideradas de alto potencial produtivo. Para esta safra no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média de 7.370 kg/ha. Milho Silagem - As lavouras de milho silagem apresentam condições satisfatórias, e a expectativa é de bom rendimento por todo o Estado. As chuvas do último período ajudaram na recuperação parcial de áreas afetadas pela baixa precipitação no final de novembro e início de dezembro. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada de milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, muitas lavouras exibem elevado potencial produtivo. A estiagem das semanas anteriores reduziu o rendimento em algumas áreas, na sua maioria destinadas à silagem para rebanhos leiteiros, mas tais perdas estão restritas a pontos localizados. Nas áreas pouco afetadas, mantém-se a expectativa de boa produtividade, estimada de 45 a 50 t/ha. Na região de Ijuí, os produtores realizam a colheita e armazenam a cultura em silos; há boa proporção de grãos na silagem. Entretanto, em algumas áreas, a falta de chuvas, durante o período de enchimento de grãos, reduziu o potencial produtivo. Por Adriane Bertoglio Rodrigues/Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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