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MENOS ARROZ DISPONÍVEL NO MERCADO ELEVA AS COTAÇÕES NO RIO GRANDE DO SUL

19/08/2026

A menor disponibilidade de arroz no mercado gaúcho tem dado sustentação aos preços nas últimas semanas. Segundo o Cepea, a necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias, somada às dificuldades de carregamento provocadas pelas chuvas, tem deixado o mercado mais firme.

Ao mesmo tempo, muitos produtores seguem retraídos nas vendas, apostando em uma possível valorização maior do cereal. Com isso, a diferença entre os preços oferecidos pelos compradores e os valores desejados pelos vendedores diminuiu, mas a liquidez continua limitada.

## INDÚSTRIAS ENCONTRAM DIFICULDADE PARA COMPRAR

A necessidade de matéria-prima aumentou entre algumas indústrias. Em determinados casos, empresas chegaram a elevar as ofertas de compra e até suspender temporariamente as vendas de arroz beneficiado por não conseguirem adquirir quantidade suficiente de cereal.

As chuvas também dificultaram o carregamento em algumas regiões produtoras. Por esse motivo, os compradores passaram a dar preferência aos lotes que já estão armazenados nas unidades de beneficiamento.

## PREÇO DA SACA SOBE

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul, considerando 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou o dia 13 de agosto em R$ 75,10 por saca.

O valor representa:

• Alta de 3,98% em relação à semana anterior;
• Valorização de 22,63% em comparação com o mesmo período de julho;
• Alta de 7,30% frente ao mesmo período de 2025.

Segundo a análise de Safras & Mercado, a resistência dos produtores em vender e os estoques remanescentes mais limitados fazem com que a disponibilidade física passe a exercer maior influência sobre os preços.

## EXPORTAÇÕES DO RS CRESCEM NO ANO

Apesar da redução registrada em julho, as exportações gaúchas de arroz acumulam crescimento no ano.

Entre janeiro e julho, os embarques passaram de US$ 241 milhões em 2025 para US$ 288 milhões em 2026, crescimento de 19% em valor. Em volume, houve avanço de 627 mil para 985 mil toneladas, aumento de 57%.

Em julho, porém, os embarques recuaram 44,1% em valor e 41% em volume na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

A queda ocorreu principalmente porque alguns destinos importantes não repetiram os volumes registrados em julho de 2025. Na Venezuela, por exemplo, as compras gaúchas caíram de aproximadamente 57,6 mil para 25 mil toneladas.

Também houve redução ou ausência de embarques relevantes para países como Nicarágua, Gâmbia e Serra Leoa. Por outro lado, Panamá e Senegal ampliaram as compras.

## MERCADO SEGUE ATENTO À OFERTA

O cenário atual mostra um mercado de arroz mais sustentado pela menor disponibilidade física, pela necessidade de recomposição dos estoques industriais e pelas dificuldades logísticas provocadas pelas chuvas.

Com produtores mais cautelosos nas vendas e compradores precisando garantir matéria-prima, a tendência é de que as condições de oferta continuem sendo um dos principais fatores de influência sobre as cotações no curto prazo.

Fonte: Correio do Povo / Cepea / Safras & Mercado / Farsul.
Redação: Agro LINCE.