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Rio Grande do Sul registra primeiros casos de greening em citros

09/06/2026

O Rio Grande do Sul confirmou os primeiros casos de greening (HLB), considerada uma das doenças mais graves da citricultura mundial. A ocorrência foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina.

A confirmação foi realizada após análises laboratoriais da rede oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Após a detecção, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul iniciaram ações de monitoramento e contenção na região.

Segundo os órgãos responsáveis, a propriedade possui cerca de 20 mudas de citros. Como medida preventiva, as plantas contaminadas serão erradicadas e haverá controle intensivo do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora da doença.

A principal suspeita é de que a contaminação tenha ocorrido por meio da utilização de mudas adquiridas sem a devida certificação sanitária. As autoridades reforçam a importância da compra de mudas produzidas conforme as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura.

De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, as equipes de fiscalização e vigilância estão atuando não apenas no local onde o foco foi identificado, mas também em áreas vizinhas, especialmente em regiões com produção comercial de citros.

Apesar da confirmação da doença, o governo estadual destaca que o caso foi registrado em uma área sem grande concentração de pomares comerciais, o que pode contribuir para o controle da disseminação.

O greening não oferece riscos à saúde humana, mas causa sérios prejuízos à produção citrícola. Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, a produção de frutos deformados e de menor qualidade, redução da produtividade e, em casos mais avançados, a morte das plantas.

Nos últimos meses, o Rio Grande do Sul vinha realizando um amplo trabalho de monitoramento. Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas centenas de armadilhas em dezenas de municípios para detectar a presença do inseto transmissor da doença. Além disso, inspeções frequentes em pomares comerciais e domésticos vêm sendo realizadas como parte das ações preventivas.

As autoridades reforçam que a colaboração dos produtores é fundamental para evitar a propagação da doença, especialmente por meio da utilização de mudas certificadas e da comunicação imediata de sintomas suspeitos aos órgãos de defesa sanitária vegetal.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS).