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10/06/2026

Governo Federal deve adiar novas regras para comercialização de morangos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deverá prorrogar por mais 60 dias o prazo para a entrada em vigor das novas regras de classificação, embalagem e rotulagem de morangos previstas na Portaria nº 1.271/2025. A medida atende a pedidos de entidades e representantes do setor produtivo, que demonstraram preocupação com os impactos das exigências sobre os agricultores. A informação foi confirmada aos deputados Heitor Schuch e Elton Weber, que participaram das articulações em busca do adiamento da norma. A expectativa é que a portaria oficializando a prorrogação seja publicada nos próximos dias. As novas regras seguem padrões adotados pelo Mercosul e estabelecem critérios específicos para a comercialização da fruta. No entanto, produtores apontam dificuldades para adequação às exigências, além de aumento dos custos operacionais, maior burocracia e possíveis perdas na produção. Representantes do setor defendem que o período adicional seja utilizado para ampliar o diálogo entre o governo federal e os agricultores, especialmente os ligados à agricultura familiar, segmento que concentra parte significativa da produção de morangos no Rio Grande do Sul. Segundo os parlamentares envolvidos nas negociações, o adiamento oferece mais tempo para esclarecimentos e para a construção de alternativas que considerem a realidade dos produtores rurais. A expectativa é de que, durante o período de prorrogação, sejam realizadas novas discussões sobre a aplicação das exigências, buscando garantir a adequação das normas sem comprometer a atividade produtiva e a comercialização da fruta. Fonte: Fato Novo Foto: Canva

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09/06/2026

Rio Grande do Sul registra primeiros casos de greening em citros

O Rio Grande do Sul confirmou os primeiros casos de greening (HLB), considerada uma das doenças mais graves da citricultura mundial. A ocorrência foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A confirmação foi realizada após análises laboratoriais da rede oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Após a detecção, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul iniciaram ações de monitoramento e contenção na região. Segundo os órgãos responsáveis, a propriedade possui cerca de 20 mudas de citros. Como medida preventiva, as plantas contaminadas serão erradicadas e haverá controle intensivo do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora da doença. A principal suspeita é de que a contaminação tenha ocorrido por meio da utilização de mudas adquiridas sem a devida certificação sanitária. As autoridades reforçam a importância da compra de mudas produzidas conforme as normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura. De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, as equipes de fiscalização e vigilância estão atuando não apenas no local onde o foco foi identificado, mas também em áreas vizinhas, especialmente em regiões com produção comercial de citros. Apesar da confirmação da doença, o governo estadual destaca que o caso foi registrado em uma área sem grande concentração de pomares comerciais, o que pode contribuir para o controle da disseminação. O greening não oferece riscos à saúde humana, mas causa sérios prejuízos à produção citrícola. Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, a produção de frutos deformados e de menor qualidade, redução da produtividade e, em casos mais avançados, a morte das plantas. Nos últimos meses, o Rio Grande do Sul vinha realizando um amplo trabalho de monitoramento. Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas centenas de armadilhas em dezenas de municípios para detectar a presença do inseto transmissor da doença. Além disso, inspeções frequentes em pomares comerciais e domésticos vêm sendo realizadas como parte das ações preventivas. As autoridades reforçam que a colaboração dos produtores é fundamental para evitar a propagação da doença, especialmente por meio da utilização de mudas certificadas e da comunicação imediata de sintomas suspeitos aos órgãos de defesa sanitária vegetal. Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS).

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09/06/2026

União Europeia confirma restrição à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu a partir de 3 de setembro de 2026. A medida afeta principalmente as exportações de carne bovina e de frango, além de produtos como pescado e mel. Segundo o regulamento publicado pela Comissão Europeia, o Brasil não apresentou comprovações consideradas suficientes para demonstrar o cumprimento das exigências relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As normas europeias proíbem a utilização de determinados medicamentos veterinários para promover crescimento ou aumento de produtividade dos animais, bem como o uso de substâncias consideradas importantes para o tratamento de infecções em humanos. De acordo com o documento, a decisão não está relacionada à identificação de problemas sanitários ou contaminações em produtos brasileiros, mas sim à falta de garantias formais sobre a aplicação das exigências estabelecidas pelo bloco. Enquanto o Brasil perdeu a habilitação para exportar esses produtos ao mercado europeu, outros países mantiveram ou conquistaram autorização após apresentarem documentação considerada adequada pelas autoridades da União Europeia. O tema tem gerado preocupação entre representantes do setor agropecuário brasileiro, especialmente em relação à carne bovina, considerada uma das principais cadeias afetadas pela medida. O governo brasileiro segue buscando alternativas e negociações para reverter a decisão antes da entrada em vigor das restrições. Além da União Europeia, o Reino Unido também deverá adotar requisitos semelhantes para a importação de produtos de origem animal, ampliando os desafios para os exportadores brasileiros. Especialistas do setor avaliam que a adequação aos novos critérios internacionais será fundamental para preservar o acesso aos mercados externos e garantir a competitividade da produção nacional. Fonte: Folha de S.Paulo (06/06/2026) e Globo Rural (05/06/2026).

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Dicas AGRO

Dicas de plantio de alface

Plantar alface em casa é um processo simples, mas que exige atenção a alguns detalhes para garantir folhas crocantes e saborosas. O segredo está no equilíbrio entre sol, água e adubação. 1. Escolha do Local e Clima Luz Solar: A alface precisa de, pelo menos, 4 a 6 horas de sol direto por dia. Temperatura: O ideal é entre 10°C e 24°C. Em regiões muito quentes, as folhas podem amargar ou a planta "pendoar" (florescer precocemente). Nesses casos, use um sombrite ou plante em locais com sombra à tarde. 2. Preparo do Solo Textura: O solo deve ser bem fofo e drenado, livre de pedras e raízes. Adubação: Misture matéria orgânica bem curtida, como esterco de galinha (rico em cálcio), esterco bovino ou húmus de minhoca. Dica Pro: Se usar vasos, certifique-se de que tenham furos e uma camada de drenagem no fundo com argila expandida ou brita. 3. Plantio e Espaçamento Semeadura: Plante as sementes a cerca de 0,5 cm de profundidade. A germinação ocorre geralmente entre 4 e 14 dias. Transplante: Se usar mudas, faça o transplante quando elas tiverem de 4 a 6 folhas (cerca de 10 cm). Espaçamento: Deixe de 20 a 30 cm entre cada planta para que elas tenham espaço para crescer e o ar circule, evitando doenças. 4. Cuidados Diários Rega: Mantenha a terra sempre úmida, mas nunca encharcada. O ideal é regar no início da manhã ou final da tarde. Controle de Pragas: Fique atento a lesmas, caracóis e lagartas. A remoção manual ou o uso de barreiras físicas ajuda a proteger as folhas. 5. Colheita Tempo: Geralmente entre 50 a 80 dias após o plantio, dependendo da variedade e da época do ano (no verão é mais rápido). Dica de Consumo: Você pode colher apenas as folhas externas e deixar o miolo continuar crescendo para colheitas futuras.

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